Levi limpava a mesa do quartel com movimentos precisos, o pano branco contrastando com a madeira escura marcada por anos de uso. Aos trinta e quatro anos, ele carregava as cicatrizes de incontáveis expedições como capitão do Esquadrão de Operações Especiais do Corpo de Exploração. Hange entrara sem bater, como sempre, carregando anotações sobre os titãs e falando sem parar sobre o próximo plano de reconhecimento. Ambos eram veteranos de guerra, sobreviventes de batalhas que haviam ceifado dezenas de jovens soldados, e a sala cheirava a café frio e pólvora ressecada.
- Hange, cala a boca por um segundo - disse Levi, voz baixa e cortante, sem parar de esfregar a superfície.
Ela riu, aproximando-se, os óculos escorregando no nariz suado. - Você sabe que não consigo. Especialmente quando o plano que discutimos hoje pode nos matar a todos, Levi. Lembra da última vez que subestimamos o número deles? Erwin quase não voltou.
O ar mudou de repente. Levi parou o que fazia e olhou para ela, olhos cinzentos afiados como lâminas. Hange era mais alta, mas ele nunca se sentia menor diante dela. Ela o empurrou contra a mesa, mãos firmes nos ombros dele, o peso do corpo pressionando como em um combate corpo a corpo. O controle estava com ela agora, e Levi sentiu o sangue pulsar mais rápido nas veias.
- Deixe-me mostrar como fazer direito - murmurou Hange, beijos descendo pelo pescoço de Levi, dentes roçando a pele marcada por anos de tensão. Ele gemeu baixo, mãos subindo pelas costas dela, sentindo o tecido áspero do uniforme militar, mas não resistiu de imediato. Hange abriu o cinto dele com destreza, dedos explorando, apertando o membro já meio duro, movendo-se em ritmo lento e provocador. Levi arqueou o quadril, entregando-se por um instante, sentindo o calor da mão dela, o cheiro de suor e tinta das anotações misturado ao seu próprio.
Então ele girou. Com um movimento rápido e treinado em batalhas, inverteu as posições, pressionando Hange contra a parede de pedra fria. - Minha vez - rosnou, voz rouca, o hálito quente contra a orelha dela. As mãos dele, calosas de tanto usar lâminas de manobra, desceram pelas coxas dela, abrindo as pernas com firmeza. Hange riu, mas o riso virou gemido quando Levi a tocou, preciso e implacável, dedos deslizando pela umidade crescente, circulando o clitóris com movimentos que ele aprendera em noites silenciosas após missões.
Eles se moviam como em combate: um dominando, o outro contra-atacando. Hange puxou o cabelo de Levi, forçando-o a ajoelhar no chão duro. Ele obedeceu, boca ocupada, língua trabalhando com a mesma precisão que usava para limpar lâminas, lambendo e sugando, sentindo o gosto salgado dela, o tremor nas coxas. Hange segurava sua cabeça, controlando o ritmo, gemendo alto o nome dele enquanto o calor se acumulava.
- Levi... mais fundo, use os dedos também - ordenou ela, voz entrecortada. Ele obedeceu, inserindo dois dedos enquanto a língua continuava, até que ela tremeu violentamente, clímax chegando em ondas que fizeram seu corpo inteiro convulsionar contra a parede.
Mas assim que Hange recuperou o fôlego, Levi se levantou e a virou de frente para a mesa. Ele a penetrou de uma vez, estocadas fortes e controladas, o som úmido ecoando na sala vazia. Hange segurou a borda da madeira, empurrando para trás, tentando recuperar o domínio, gemendo e xingando baixinho. O som de pele contra pele encheu a sala, misturado a respirações pesadas e palavras sujas trocadas em voz baixa: - Mais rápido, capitão, me foda como se estivéssemos fugindo de titãs.
Eles trocaram de posição mais duas vezes: Hange montando nele na cadeira antiga, rebolando com força, mãos apertando os ombros dele enquanto Levi segurava seus quadris, guiando mas permitindo que ela liderasse por momentos. Depois Levi a puxou para o chão, segurando seus pulsos acima da cabeça, penetrando fundo, sentindo cada contração interna. Cada inversão aumentava o calor, o suor escorrendo por corpos marcados por cicatrizes antigas de garras de titãs, os uniformes abertos e amarrotados. Levi xingava baixinho em cada estocada; Hange ria entre gemidos, chamando-o de "Capitão" de forma provocadora, descrevendo sensações como o calor apertado ao redor dele, o cheiro de excitação misturado a pólvora.
O clímax veio em ondas longas, primeiro para Hange, que apertou ao redor dele gritando seu nome, depois para Levi, que mordeu o ombro dela para abafar o som, jorrando quente dentro dela. Eles ficaram ali, ofegantes, corpos colados, o coração batendo forte contra o peito um do outro.
Após alguns minutos, Hange se virou, beijando a testa dele com ternura inesperada. - Da próxima vez eu ganho, e vou te fazer implorar como fizemos com os titãs em nossa última missão.
Levi grunhiu, mas não negou, já imaginando a continuação.