Dez anos após a guerra, Harry Potter, agora com vinte e oito anos, ocupava o cargo de Auror-chefe no Ministério da Magia. Suas cicatrizes da Batalha de Hogwarts ainda marcavam seu corpo, lembrando-o diariamente das perdas e das vitórias que custaram caro. Ele lidava com casos de tráfico de artefatos das Trevas, sempre vigilante, o cabelo preto bagunçado como sempre, os óculos redondos refletindo a luz das lanternas mágicas. Draco Malfoy, também com vinte e oito anos, trabalhava no Departamento de Relações Internacionais, tentando reconstruir o legado da família depois do julgamento pós-guerra. Ele usava ternos italianos, o cabelo platinado impecável, mas carregava o peso de ter sido um Comensal da Morte forçado. Eles se evitavam nos corredores do Ministério, trocando olhares afiados que escondiam desejos não confessados. Até aquela noite em Diagon Alley.
O bar era discreto, frequentado por bruxos mais velhos que haviam lutado na guerra. Harry entrou para esquecer relatórios intermináveis sobre contrabando de varinhas. Draco entrou para evitar um jantar familiar no solar. O olhar de Draco encontrou o de Harry primeiro. - Potter. Ainda fingindo ser herói? - A voz de Draco era baixa, sarcástica, mas os olhos cinzentos brilhavam com algo mais quente, algo que misturava rancor antigo e atração proibida. Harry se aproximou, sentando ao lado dele sem convite. - Malfoy. Ainda fingindo ser superior? Eles beberam uísque de fogo, a conversa escorregando para o passado: a guerra, as escolhas forçadas de Draco, o julgamento onde Harry testemunhara a favor dele, o que nunca disseram em voz alta durante os anos de escola. A tensão crescia a cada gole, memórias de duelos em Hogwarts misturando-se com o calor do álcool. Quando Draco tocou o pulso de Harry por baixo da mesa, o toque queimou como feitiço. - Você sempre quis me dominar, não é? - murmurou Draco, os dedos traçando uma linha na pele de Harry.
Harry puxou Draco para fora, aparando para uma viela atrás do Ministério. O beijo foi feroz, línguas duelando, mãos agarrando roupas formais de trabalho. Draco empurrou Harry contra a parede de tijolos mágicos, mordendo o pescoço dele com força controlada. - Eu que controlo agora - disse Draco, abrindo o cinto de Harry com dedos ágeis de quem lida com contratos internacionais. Seus dedos desceram, envolvendo o membro já duro de Harry, movendo-se com precisão experiente, polegar circulando a cabeça sensível enquanto Harry gemia baixo. Harry gemeu, mas logo inverteu, girando Draco e pressionando-o contra a parede, a mão deslizando por baixo da camisa de Draco para apertar o mamilo. - Não dessa vez, Malfoy. Eles aparataram para o solar Malfoy vazio, o grande salão iluminado por luzes fracas de velas flutuantes que pareciam observar o encontro proibido.
Roupas caíram no chão de mármore antigo, revelando corpos marcados pela guerra: cicatrizes de Harry no peito, marcas sutis no antebraço de Draco de antigas maldições. Draco ajoelhou-se primeiro, tomando Harry na boca, a língua quente e habilidosa traçando veias, sugando com força enquanto as mãos apertavam as coxas de Harry. Olhos cinzentos erguidos em desafio, Draco engolia fundo, a garganta apertando ao redor do comprimento de Harry que pulsava. Harry segurou o cabelo platinado, guiando o ritmo por alguns minutos, gemendo o nome de Draco em sussurros roucos antes de puxar Draco para cima e jogá-lo no sofá de veludo gasto. - Minha vez - rosnou Harry, explorando o corpo de Draco com mãos firmes, beijos que deixavam marcas vermelhas no pescoço e no peito, dedos que preparavam com óleo mágico cheiroso de sândalo, deslizando dentro e fora devagar, curvando para encontrar o ponto que fazia Draco arquear as costas e xingar.
O controle mudou quando Draco rolou, prendendo Harry sob ele, montando com movimentos lentos e deliberados, o corpo apertando ao redor de Harry enquanto gemiam o nome um do outro. - Mais forte, Potter - exigiu Draco, as mãos pressionando os pulsos de Harry contra o sofá. Eles trocaram posições várias vezes: Harry por cima, penetrando fundo, o suor escorrendo entre os corpos, o som úmido de pele contra pele ecoando no salão vazio; depois Draco invertendo, amarrando os pulsos de Harry com uma gravata de seda preta tirada do terno dele, chicoteando com palavras e toques precisos. - Você não é mais o garoto que me odiava na escola, Harry - provocou Draco, os quadris girando em círculos lentos que torturavam. Harry se libertou, virando Draco de bruços e penetrando com estocadas profundas, a mão puxando o cabelo platinado enquanto Draco gemia alto, o corpo tremendo de prazer. O clímax veio em ondas intensas, Draco primeiro, apertando ao redor de Harry com contrações ritmadas, o gozo jorrando entre os corpos, Harry seguindo logo depois, rosnando o nome dele em um orgasmo que fez as velas piscarem. O afterglow foi silencioso, corpos emaranhados no sofá antigo, o cheiro de sexo e magia antiga preenchendo o ar.
Draco acendeu um cigarro mágico, soprando fumaça que dançava no ar. - Isso não muda nada, Potter. - Mas o sorriso no canto da boca dele dizia o contrário, os dedos traçando uma cicatriz no peito de Harry com uma ternura inesperada. Harry apenas riu baixo, beijando o ombro de Draco, o poder ainda oscilando entre eles como uma moeda girando no ar. Eles continuaram ali por horas, trocando toques suaves e provocações renovadas, explorando cada curva do corpo um do outro, testando limites com amarras leves e ordens sussurradas, o poder mudando de mãos a cada gemido novo. A noite se estendeu em toques suaves e provocações renovadas, cada um testando os limites do outro, o poder oscilando como uma moeda girando no ar.