Hawks voava baixo sobre os telhados de Musutafu, as asas vermelhas cortando o vento noturno com precisão de um profissional que já sobreviveu a guerras. Ele era o herói número dois, um adulto marcado por missões secretas da Comissão e batalhas que o deixaram com cicatrizes emocionais e físicas. A vida de herói profissional não era fácil, especialmente depois de todos os conflitos que abalaram a sociedade. Dabi esperava no beco escuro, cicatrizes roxas visíveis sob a jaqueta preta, olhos turquesa brilhando com o sarcasmo de alguém que passou anos fugindo e lutando. - Você chegou tarde, pássaro - provocou Dabi, voz rouca de anos na rua e na clandestinidade. - Aposto que nem consegue ficar uma hora sem fugir de volta para a Comissão.
Hawks pousou, botas batendo no asfalto molhado pela chuva fina. Ele sorriu com aquela confiança de quem sempre estava no controle, mas por dentro sentia o peso dos anos de espionagem. - Aposta? Eu aceito. Mas se eu ganhar, você me deve uma noite sem ameaças de incineração. Dabi riu, o som seco ecoando entre as paredes sujas. - Combinado. Mas se eu ganhar, você vai me mostrar o que aquelas penas podem fazer além de voar. A tensão entre eles vinha de anos de confrontos, desde a época em que Dabi era apenas um fantasma e Hawks um espião infiltrado na League. Ambos adultos, marcados por batalhas que os deixaram com cicatrizes e segredos profissionais. A aposta começou simples: uma corrida pelos becos até a base abandonada da League.
Mas quando Dabi tropeçou e Hawks o segurou, as mãos no peito nu do vilão, algo mudou. O calor das chamas de Dabi subiu, não de raiva, mas de algo mais cru e adulto. - Isso vai mais longe que o planejado, herói - murmurou Dabi, puxando Hawks pelo colarinho. As línguas se encontraram em um beijo urgente, dentes batendo com a urgência de quem negou isso por tempo demais. Hawks gemeu, as penas eriçadas, sentindo a rigidez contra a coxa do outro. Eles caíram no chão sujo, roupas rasgadas em pressa adulta e desesperada. Hawks usou as penas para amarrar os pulsos de Dabi levemente, um jogo de poder que combinava com sua personalidade brincalhona mas controladora. Dabi retorceu, chamas controladas lambendo a pele do herói, marcando sem queimar de verdade.
O corpo de Hawks, musculoso e definido por anos de treinamento intenso, pressionava o de Dabi, mais magro mas forte, com aquelas costuras de pele que contavam histórias de dor e sobrevivência. Dedos exploraram lentamente, Hawks lambendo o pescoço marcado do vilão, descendo até o peito, sentindo o gosto salgado do suor misturado com fumaça. - Isso é loucura - ofegou Hawks, a voz rouca de desejo. - Mas eu não paro. Dabi puxou as penas, forçando o beijo mais fundo, sua mão descendo para apertar a ereção de Hawks através da calça, esfregando com precisão que falava de experiência sombria nas ruas. - Então não para, pássaro. Me prova que você vale mais que as ordens da Comissão.
Eles se despiram completamente no beco, pele contra pele, o ar noturno frio contrastando com o calor que emanava de Dabi. Hawks lubrificou com saliva e entrou devagar em Dabi, que arqueou as costas gemendo alto, sentindo cada centímetro preenchendo-o. O ritmo aumentou gradualmente, asas batendo no ar para dar impulso, enquanto chamas dançavam ao redor sem queimar de verdade, aquecendo a pele de Hawks em um formigamento constante. Era bruto, intenso, com Dabi xingando e pedindo mais, - Mais forte, herói, me fode como se não tivesse medo de queimar. Hawks respondia com graciosidade felina e força acumulada, suas mãos apertando os quadris do vilão, puxando para trás a cada estocada profunda. O som de pele contra pele ecoava, misturado aos gemidos e ao bater das asas.
Eles mudaram de posição, Dabi por cima agora, montando Hawks com movimentos lentos e controlados no início, depois acelerando, o calor interno apertando ao redor da ereção do herói. Hawks gemia, penas espalhadas pelo chão, traçando as cicatrizes de Dabi com os dedos enquanto o outro inclinava a cabeça para trás em prazer. - Você é tão quente por dentro, Dabi... tão apertado - murmurou Hawks entre estocadas. Dabi sorriu de lado, sarcástico mesmo no meio do ato. - Cala a boca e goza, Hawks. Me enche como o vilão que você secretamente quer. O clímax veio em ondas intensas, Dabi gozando primeiro, apertando ao redor de Hawks e sujando o peito do herói, que seguiu logo depois, explodindo dentro dele com um gemido longo, colapsando sobre o peito suado e marcado.
No afterglow, eles ficaram deitados no beco, respirando pesado, corpos entrelaçados como dois profissionais que finalmente cruzaram a linha proibida. Hawks traçou uma cicatriz em Dabi, pensando nas consequências para suas carreiras. - Isso muda tudo, não muda? Dabi apenas sorriu, um gancho para o que viria. - Talvez. Mas a próxima aposta é minha.