Sakura Haruno atravessava os corredores silenciosos do Hospital de Konoha depois da meia-noite. Aos vinte e oito anos, ela era a diretora médica, uma veterana da Quarta Guerra Ninja cujas mãos haviam suturado mais corpos do que gostaria de contar. O jaleco branco ainda impregnado do cheiro de antisséptico cobria o corpo firme de uma mulher que treinava diariamente. As luzes baixas da ala noturna refletiam nos seus olhos verdes cansados quando a porta principal se abriu com um rangido familiar.
Ele entrou como uma sombra. Sasuke Uchiha. Trinta anos. Cabelo preto mais longo, preso de forma descuidada na nuca. O manto escuro marcado pela poeira das estradas. O braço esquerdo ainda era o substituto de Hashirama, mas o olhar onix carregava o peso de mil missões solitárias. Ele não precisava de atendimento. Veio porque a aldeia o chamara de volta para um relatório. E porque, depois de anos, o fantasma dela não o largava.
- Sakura - a voz dele era baixa, quase um grunhido.
Ela parou. O coração bateu uma vez, forte demais.
- Sasuke. Você sumiu por três anos. Nem uma carta. Nem um genjutsu de despedida.
Ele fechou a porta atrás de si. O hospital dormia. Só os dois sob a luz fria.
- Eu não sabia o que dizer. Depois da guerra... depois daquele beijo no Vale do Fim... eu precisei partir. Você merecia alguém inteiro.
Sakura deu um passo. Depois outro. A distância de anos se fechava.
- Eu era adulta o suficiente para decidir o que merecia. Você me deixou sem fechamento. Eu esperei. Casei. Me separei. Criei Sarada quase sozinha enquanto você caçava paz no mundo. E agora volta como se nada tivesse ficado entre nós.
Sasuke não desviou o olhar. O Sharingan não precisava ser ativado. Ele via tudo. A raiva. A saudade. O desejo que nunca morreu.
- Eu voltei porque não consigo mais fingir. Toda noite eu acordo com o gosto da sua boca. Toda missão eu imagino suas mãos me curando... e me destruindo.
Sakura sentiu o calor subir pelo peito. Ela o puxou pelo manto. Os lábios se encontraram com a violência de tudo que ficara por dizer. Dentes. Língua. Saliva. Ele a empurrou contra a parede do corredor. As mãos dele, uma de carne e outra de madeira viva, desceram pela cintura dela, apertando a curva firme dos quadris.
- Não aqui - ela murmurou contra a boca dele. - Minha casa. Agora.
Eles quase correram pelas ruas vazias de Konoha. A residência Haruno ficava próxima. Assim que a porta se fechou, as roupas caíram. O jaleco. O manto. A blusa. A calça. Sakura ficou só de calcinha preta e sutiã. Sasuke, só de cueca, o corpo marcado por cicatrizes antigas e novas. O peito largo. As linhas do abdômen. A marca do Uchiha sobre o coração.
Ele a ergueu. As pernas dela envolveram a cintura dele. Carregou-a até o sofá da sala. Beijos molhados no pescoço. Mordidas leves nos ombros. Sakura gemeu quando ele arrancou o sutiã com uma mão só e chupou um mamilo, depois o outro, com fome. A língua quente. Os dentes raspando. Ela arqueou as costas.
- Sasuke... porra...
Ele desceu. Beijou a barriga. Tirou a calcinha com os dentes. Abriu as coxas dela e enterrou o rosto ali. A língua dele era precisa, cruel, perfeita. Chupava o clitóris enquanto dois dedos entravam nela, curvando-se no ponto certo. Sakura puxava o cabelo dele, gemendo alto, sem vergonha. O orgasmo veio rápido, forte, molhando a boca dele. Ela tremeu.
Sasuke se levantou. Tirou a cueca. O pau duro, grosso, veias saltadas, a cabeça vermelha brilhando de pré-gozo. Sakura se ajoelhou no chão macio. Pegou com as duas mãos. Passou a língua pela extensão. Engoliu o máximo que pôde, engasgando um pouco, lágrimas nos cantos dos olhos. Ele segurava a cabeça dela com cuidado e desejo misturados. Empurrava fundo, sentindo a garganta apertar.
- Olha para mim - ordenou.
Ela olhou. Olhos verdes molhados. Ele gemeu. Tirou o pau da boca dela antes de gozar. Puxou-a de volta para o sofá. Deitou-a. Montou entre as pernas. Entrou de uma vez só. Sakura gritou. Ele era grande. Esticava. Preenchia. Começou a foder com força. Estocadas profundas. O som molhado da pele batendo. Os gemidos dela. Os grunhidos baixos dele.
- Eu te odeio por ter ido embora - ela disse entre gemidos. - Eu te amo por ter voltado.
Ele beijou a boca dela enquanto metia mais fundo. Mudou de posição. Virou-a de quatro. Segurou o cabelo rosa. Fodeu por trás. A mão de madeira apertava a nádega. A mão de carne alcançava na frente e esfregava o clitóris. Sakura veio de novo, contraindo ao redor dele. Sasuke segurou o máximo que pôde. Depois a virou de frente outra vez. Olhos nos olhos. Entrou devagar. Estocou até o fundo. Gozo quente, pulsante, enchendo-a. Ele ficou dentro. Ofegante.
O silêncio depois foi pesado e doce. Eles permaneceram unidos. Suor. Cheiro de sexo. Corações ainda acelerados. Sasuke beijou a testa dela. Sakura traçou a cicatriz antiga no peito dele.
- Isso não apaga os anos - ela sussurrou.
- Eu sei. Mas talvez comece algo novo.
Ele saiu dela com cuidado. Deitaram no sofá estreito, corpos grudados. A lua entrava pela janela. Sakura pousou a cabeça no peito dele. Os dedos dele brincavam no cabelo rosa.
- Amanhã eu tenho que entregar o relatório. Depois... eu não quero mais partir sem você saber exatamente o que sinto.
Ela sorriu contra a pele quente.
- Então diga. Agora. Sem missões. Sem guerras.
Sasuke olhou para o teto escuro. A voz veio baixa, verdadeira.
- Eu te amei desde que éramos crianças. Continuei amando quando o mundo me chamou de monstro. Continuo amando agora que somos só dois adultos quebrados tentando ser inteiros. Eu nunca tive fechamento porque você sempre foi o começo e o fim.
Sakura subiu o corpo. Beijou-o lento. O beijo de quem finalmente respira.
Eles ficaram assim por horas. Conversando baixo sobre Sarada, sobre missões, sobre o medo de tentar de novo. Quando o cansaço veio, Sasuke a carregou para o quarto. Deitaram na cama grande. Ele a abraçou por trás. O pau ainda semi-duro contra a bunda dela. As mãos dele nos seios. O sono chegou juntos.
Mas o amanhecer traria a visita inesperada que nenhum dos dois esperava.