No acampamento à beira da estrada para Baldur's Gate, o grupo de companheiros veteranos descansava após dias de batalha contra cultistas e demônios. Karlach, a tieflinga com décadas de luta nas costas, incluindo anos como guerreira forçada em Avernus, ria alto enquanto limpava sua machado. Tav, o líder do grupo com experiência em guerras passadas e missões perigosas, sentava ao lado dela bebendo cerveja fraca. Os outros companheiros, todos adultos com suas próprias histórias de conflito e sobrevivência, brincavam sobre o tédio da noite.
A fogueira crepitava no centro do círculo, iluminando rostos marcados por cicatrizes e expressões endurecidas por anos em estradas perigosas. Shadowheart, curandeira com passado sombrio em conventos, observava tudo com um sorriso irônico enquanto afiava sua adaga. Astarion, o elfo pálido que carregava séculos de tormento nas veias, contava piadas secas sobre o calor infernal que Karlach irradiava. Gale, o mago experiente que já havia lidado com deuses e explosões arcanas, sugeriu um jogo para aliviar o peso da jornada. - Verdade ou desafio, quem topa? - ele perguntou, a voz rouca de quem já enfrentou morte certa mais de uma vez. Karlach, sempre impulsiva e calorosa, aceitou de imediato, seu motor no peito pulsando com excitação audível. - Eu escolho desafio! - ela disse, batendo o punho fechado no chão e fazendo faíscas saltarem levemente.
Tav riu e propôs algo leve no início: que Karlach contasse uma história de suas aventuras mais embaraçosas em Avernus. Mas a tieflinga, com seu charme rouco e voz grave marcada por anos de batalha, virou o jogo de forma inesperada. - Não, Tav, eu desafio você a me beijar como se o inferno estivesse nos nossos calcanhares. Aqui, agora, sem enrolação. - O acampamento silenciou por um momento. Todos eram adultos, cientes das regras não ditas entre companheiros em viagem perigosa, mas o clima estava leve e o vinho corria. Tav, sentindo o calor irradiando de Karlach a metros de distância, aceitou com um aceno de cabeça, o coração acelerado por memórias de combates lado a lado.
O beijo começou hesitante, os lábios dela quentes como brasas, contrastando com o frio noturno. Logo se aprofundou, línguas se encontrando enquanto as mãos calejadas de Karlach puxavam Tav para mais perto. O motor infernal no peito dela zumbia mais forte, aquecendo o ar ao redor e fazendo o suor escorrer pelas peles marcadas por cicatrizes antigas. Eles se afastaram do grupo principal, indo para uma tenda mais isolada sob olhares cúmplices dos companheiros que sabiam que a noite seria longa. Dentro da tenda, Karlach tirou a armadura pesada com movimentos práticos de quem já fez isso mil vezes em campos de batalha, o metal rangendo contra o tecido. Seu corpo musculoso, coberto por marcas de queimaduras antigas e tatuagens de Avernus, brilhava sob a luz fraca da lanterna. - Isso vai mais longe do que eu planejava, soldado - ela murmurou, usando o apelido carinhoso que dava aos veteranos como Tav. - Meu motor está pegando fogo de verdade agora, e não é só por causa do inferno.
Tav respondeu tocando o peito dela, sentindo o pulsar constante do motor infernal que mantinha Karlach viva, o calor se espalhando pelos dedos como um forno vivo. Karlach empurrou Tav contra o tecido da tenda, seus lábios traçando linhas quentes pelo pescoço dele, mordiscando de leve a pele salgada de suor. As mãos dela exploravam cada centímetro, apertando músculos endurecidos por anos de luta, deslizando por cicatrizes que contavam histórias de guerras antigas. - Sabe, Tav, eu passei tanto tempo sem tocar ninguém que agora não quero parar - ela disse entre beijos, a voz rouca e ofegante. Tav retribuía, deslizando dedos pelas coxas grossas da tieflinga, sentindo o calor que emanava dela como um forno vivo, as pernas dela tremendo levemente sob o toque.
O desejo cresceu rápido e inevitável. Karlach montou em cima, guiando o contato com confiança de quem comandava batalhões em Avernus, seus quadris se movendo em círculos lentos no início. O movimento era ritmado, intenso, misturando o rangido do motor com suspiros ofegantes que ecoavam dentro da tenda. Tav segurava os quadris dela, puxando para mais fundo a cada embate, sentindo o interior quente e apertado se contraindo ao redor. Palavras roucas em infernal escapavam da boca de Karlach, elogiando a resistência do parceiro veterano. - Mais forte, soldado, me mostra como você luta quando ninguém está olhando - ela gemia, o suor escorrendo entre os seios dela e pingando no peito de Tav, o cheiro de ferro quente e pele misturando-se ao ar denso. Os sons da pele batendo contra pele enchiam o espaço, intercalados com gemidos baixos e o zumbido crescente do motor de Karlach.
O clímax veio em ondas longas e intensas, corpos tremendo juntos enquanto o motor dela acelerava em sincronia com os batimentos acelerados, o calor explodindo em um ápice que fez os dois arquejarem alto. Eles caíram exaustos, ainda entrelaçados, respirando o ar denso da tenda, as mãos se entrelaçando em um toque mais suave agora. Karlach riu baixo, beijando a testa de Tav e traçando as linhas das cicatrizes dele com o dedo. - Nunca imaginei que uma aposta simples fosse acabar assim, hein? Mas eu não me arrependo nem um pouco, veterano.
Depois, no silêncio do acampamento que voltava a dormir, eles conversaram sobre o futuro em Baldur's Gate, mantendo o toque carinhoso e os beijos preguiçosos, o motor dela agora em ritmo calmo. A noite prometia mais aventuras, mas por ora, o calor compartilhado bastava.