O acampamento na estrada para Baldur's Gate estava envolto em uma quietude tensa, interrompida apenas pelo crepitar baixo do fogo e pelos sons distantes da floresta ao redor. Insetos zumbiam, folhas sussurravam com o vento noturno e, ocasionalmente, um uivo distante de alguma criatura selvagem ecoava pelas árvores. Karlach, a poderosa tieflinga que havia lutado em Avernus por anos a fio, sentava-se ao lado de Tav perto das chamas. Seu corpo robusto e marcado por cicatrizes de batalhas antigas brilhava sob a luz laranja, a pele vermelha quente ao toque mesmo de longe. Ela era uma veterana de guerra, com quase trinta anos de idade, ex-soldado infernal cujos chifres curvados e cauda espinhosa eram testemunhas vivas de sua longa jornada de sofrimento e sobrevivência. Tav, o líder do grupo, também carregava o peso de decisões adultas, tendo enfrentado perigos mortais, perdido aliados e tomado escolhas que definiam destinos de cidades inteiras.
Eles conversavam baixinho sobre as aventuras passadas, rindo de momentos em que Karlach esmagara inimigos com seu machado flamejante. "Lembra quando você quase foi pego por aquele demônio gigante, Tav? Eu te salvei correndo pra cima dele como uma louca, gritando como sempre faço. Porra, foi épico!" disse ela com seu riso característico, rouco e cheio de energia, mas sua voz tremia com uma emoção que ainda não tinha nome. Tav respondeu relembrando outras lutas, como a vez em que protegera ela de um golpe traiçoeiro, e os dois compartilharam olhares que duravam mais do que o normal. O motor infernal no peito de Karlach latejava suavemente, emitindo um calor constante que misturava com o cheiro de fumaça e couro velho de suas armaduras. Aos poucos, a conversa mudou. Karlach baixou o tom, seus olhos dourados fixos nas chamas. "Escuta, Tav... você sempre foi meu parceiro de armas, meu amigo de confiança. Mas ultimamente, quando a gente luta junto, eu sinto algo diferente queimando aqui dentro. Não é só o motor. É você. Eu te quero pra valer, não só como companheiro de jornada."
A confissão pairou no ar como uma faísca prestes a incendiar tudo. Tav ficou em silêncio por um momento, o coração acelerando, mas respondeu com sinceridade, admitindo que também sentia o mesmo, o desejo crescendo desde as primeiras missões juntos. Karlach sorriu, dentes brancos contrastando com a pele vermelha, e aproximou-se devagar, respeitando o espaço de Tav mas deixando claro o convite. O primeiro toque foi hesitante: sua mão grande e calejada segurou a de Tav, transmitindo calor intenso. Depois vieram os beijos, inicialmente suaves, explorando os lábios um do outro, depois urgentes, línguas entrelaçando-se com gemidos abafados. Eles se moveram para dentro da tenda de Tav, longe dos olhares dos outros companheiros adormecidos. Roupas de couro e metal caíram ao chão com sons abafados, revelando corpos adultos marcados por anos de guerra: cicatrizes alongadas, tatuagens de batalhas antigas, músculos definidos por treinamento constante e pele que contava histórias de sobrevivência.
Karlach montou por cima de Tav, guiando com sua confiança bárbara típica, gemendo rouco enquanto se uniam. "Porra, Tav, você é tão quente por dentro... eu queria isso há tanto tempo." O sexo era explícito e ritmado, ela cavalgando devagar no início para sentir cada centímetro, o motor pulsando em sincronia com os movimentos dos quadris. O cheiro de suor misturava-se ao calor infernal de sua pele, que parecia queimar sem machucar. Tav agarrava suas coxas musculosas, sentindo a força das pernas que já haviam chutado demônios, e beijava seu pescoço grosso, lambendo o suor salgado enquanto ela gemia mais alto, controlando o volume para não acordar o acampamento. Mudaram de posição, Karlach de quatro agora, cauda enrolando na cintura de Tav, que penetrava mais fundo, mãos apertando os quadris largos dela. Diálogos entrecortados preenchiam o ar: "Mais forte, soldado... sim, assim, me fode como se o mundo fosse acabar amanhã." O prazer construía em camadas, primeiro um clímax dela, corpo tremendo inteiro, motor acelerando, depois outro, com Tav explorando com dedos e boca antes da penetração final.
Eles continuaram por longos minutos, trocando posições mais uma vez, Tav por cima, beijando os seios firmes de Karlach enquanto entrava e saía devagar, prolongando o momento. Gemidos abafados, suspiros e o som molhado de pele contra pele ecoavam dentro da tenda. O clímax conjunto foi intenso, corpos colados, Karlach chamando o nome de Tav com voz rouca de paixão acumulada por meses de amizade tensa. No afterglow, eles ficaram abraçados, respirando pesado, suor escorrendo pelas cicatrizes, o motor de Karlach acalmando-se ao ritmo dos corações. Ela sussurrou sobre o que viria em Baldur's Gate, sobre noites como aquela em tavernas escondidas.
Enquanto o sol nascia além das árvores, Karlach murmurou algo sobre continuar essa chama mesmo depois da cidade.