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Início · 2026-08-05 · 5 min de leitura · 🌶🌶

Confissão nos Bastidores

ProibidoPrimeira vez

Eu ajustei o colarinho do meu figurino pela terceira vez, sentindo o tecido de veludo roçar contra a pele úmida do meu pescoço. Os bastidores do Teatro Pequeno eram um labirinto de cortinas desbotadas e caixas de madeira empilhadas, cheios do cheiro de poeira antiga e maquiagem barata. A peça tinha terminado há meia hora, mas eu ainda não conseguia sair dali. Clara estava sentada no banco ao lado, tirando o rímel com movimentos lentos, sua silhueta iluminada pela lâmpada fraca do espelho.

Nossa amizade tinha começado há dois anos, quando nos encontramos nos ensaios de outra produção. Desde então, dividíamos risadas, segredos e noites longas falando sobre tudo, menos sobre o que realmente importava. Eu sentia algo diferente pulsar toda vez que ela me tocava por acaso, um calor que subia pelos braços e se instalava no peito. Hoje, depois da última cena, algo havia mudado no jeito como ela me olhou nos bastidores.

- Você está quieta demais - disse ela, virando-se para mim com um sorriso suave. Seus lábios ainda estavam pintados de vermelho escuro, e o cabelo solto caía em ondas sobre os ombros. - O que está acontecendo?

Eu respirei fundo, o ar úmido dos bastidores entrando nos pulmões. A cortina ao fundo balançava levemente com a brisa que entrava pela janela entreaberta. Decidi que não podia mais guardar aquilo. - Clara, preciso te contar uma coisa. Algo que vem me incomodando há meses.

Ela inclinou a cabeça, os olhos escuros fixos nos meus. O silêncio entre nós era denso, preenchido apenas pelo zumbido distante do ar-condicionado. Eu me aproximei, sentando no banco ao lado dela, sentindo o calor do seu corpo através da roupa fina.

- Eu... eu sinto algo por você que vai além de amizade - confessei, a voz baixa e trêmula. - Não sei quando começou, mas toda vez que estamos aqui, nos bastidores, depois das luzes se apagarem, eu quero mais. Quero sentir seus lábios nos meus, quero tocar sua pele sem medo.

Clara não respondeu de imediato. Ela apenas estendeu a mão e entrelaçou os dedos nos meus, o toque enviando uma onda de calor direto para o meu ventre. - Eu também sinto isso - murmurou ela finalmente. - Mas eu tinha medo de estragar tudo. De perder nossa amizade.

As palavras dela acenderam algo dentro de mim. Eu me inclinei devagar, dando tempo para que ela recuasse, mas ela não recuou. Nossos lábios se encontraram em um beijo suave no início, exploratório, depois mais intenso. O gosto de batom misturado com o suor da noite preenchia meus sentidos. Suas mãos subiram até o meu rosto, os polegares traçando a linha da minha mandíbula enquanto a respiração dela se misturava à minha.

O beijo se aprofundou. Eu passei os dedos pelo cabelo dela, sentindo os fios macios escorregarem entre eles. O banco era estreito, então nos movemos para o chão, sobre o tapete gasto que cobria o piso de madeira. O cheiro de poeira se misturava agora ao cheiro da pele dela, quente e levemente floral do perfume que ela usava sempre.

Clara tirou meu figurino devagar, expondo meus seios ao ar fresco dos bastidores. Seus lábios desceram pelo meu pescoço, beijando e mordiscando suavemente a pele sensível ali. Eu gemi baixo, o som ecoando nas paredes vazias. Minhas mãos exploraram o corpo dela, deslizando sob o tecido leve do vestido dela até encontrar a curva dos seios, os mamilos já duros sob os dedos.

Ela me deitou de costas, posicionando-se sobre mim. A boca dela encontrou a minha novamente, enquanto uma mão descia entre minhas pernas, abrindo-as com gentileza. Seus dedos traçaram o contorno da minha calcinha molhada, pressionando de leve contra o clitóris inchado. Eu arquejei, arqueando o quadril para cima, pedindo mais sem palavras.

- Você é tão quente aqui - sussurrou ela contra minha orelha, a voz rouca. Dois dedos deslizaram para dentro, devagar, preenchendo-me com um ritmo constante que fazia todo o meu corpo tremer. Eu a puxei para mais perto, sentindo o peso dela sobre mim, os seios roçando contra os meus enquanto o ritmo dos dedos acelerava. O prazer construía em ondas, cada movimento enviando faíscas pelo meu abdômen até explodir em um orgasmo silencioso, os músculos internos apertando ao redor dos dedos dela.

Eu não fiquei parada. Rolei com ela, agora por cima, tirando o resto das roupas dela com dedos ansiosos. A pele nua dela brilhava sob a luz fraca. Beijei os seios dela, sugando um mamilo enquanto os dedos encontravam o centro dela, úmido e pronto. Ela gemeu meu nome, as mãos apertando meus ombros enquanto eu a penetrava com dois dedos, o polegar circulando o clitóris em movimentos precisos. O clímax dela veio em ondas, o corpo dela tremendo contra o meu, os gemidos abafados contra meu pescoço.

Depois, deitamo-nos lado a lado no tapete, as respirações ainda aceleradas. O calor do corpo dela contra o meu era reconfortante, e eu tracei círculos preguiçosos na pele do seu braço. O teatro parecia diferente agora, as sombras mais suaves, o silêncio mais íntimo.

- E agora? - perguntei, a voz baixa.

Clara sorriu, beijando minha testa. - Agora a gente descobre.

Eu me levantei primeiro, ajudando-a a se vestir. Os figurinos voltaram ao lugar, mas algo entre nós havia mudado para sempre. Enquanto saíamos dos bastidores, uma última sombra se moveu no corredor ao fundo, como se alguém tivesse testemunhado tudo.

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