Satoru Gojo tinha trinta e um anos e carregava o peso de ser o feiticeiro mais forte vivo. Como professor na Tokyo Jujutsu High, ele treinava jovens alunos enquanto enfrentava maldições que já haviam tirado vidas de colegas. Suguru Geto, com trinta anos completos, dividia a mesma sala de professores. Veterano das mesmas guerras contra entidades amaldiçoadas, Geto voltara após anos de ausência forçada e agora atuava como instrutor ao lado de Nanami e Shoko. A relação entre Gojo e Geto era marcada por um passado compartilhado de missões perigosas e escolhas que os separaram temporariamente. Nenhum dos dois era mais o garoto impulsivo dos tempos de estudante. Eram homens adultos, marcados por cicatrizes físicas e emocionais, que mantinham uma distância profissional por causa das regras rígidas da escola contra relacionamentos entre colegas.
Naquela noite de sexta-feira, após uma reunião longa sobre estratégias de defesa contra maldições de grau especial, o prédio estava vazio. Nanami e Shoko já tinham ido embora. Gojo removeu os óculos escuros e massageou as têmporas, sentindo o cansaço acumulado. Geto permaneceu na sala, organizando papéis com movimentos precisos. O ar entre eles estava denso, carregado de olhares que duravam segundos a mais do que o necessário durante as aulas. Gojo sabia que Geto sentia o mesmo puxão invisível que ele. Era proibido. Colegas. Professores. Homens que já haviam lutado lado a lado e depois se afastado por ideais diferentes. Mas a atração sempre estivera lá, latente.
- Suguru - chamou Gojo, voz baixa e rouca. - Você vai ficar aqui até tarde de novo?
Geto ergueu o olhar, olhos escuros brilhando sob a luz fraca. - Alguém precisa revisar os relatórios antes da próxima missão. Você deveria ir para casa, Satoru. Seu poder não resolve papelada.
Gojo sorriu, aquele sorriso torto que escondia mais do que revelava. Ele se aproximou da mesa de Geto. - Nós dois sabemos que papelada não é o que me mantém acordado. São as noites como essa, só nós dois, com tudo que nunca dissemos.
O silêncio que se seguiu foi quebrado apenas pelo som distante de uma janela batendo com o vento. Geto colocou a caneta de lado. Seus dedos roçaram os de Gojo quando este se apoiou na mesa. O toque foi elétrico, como uma técnica de energia amaldiçoada mal controlada. Gojo sentiu o calor subir pelo braço. Anos de tensão explodiram naquele momento. Geto se levantou devagar, corpo alto e musculoso visível sob o uniforme formal de professor. - Isso é loucura - murmurou ele. - Somos professores. Adultos com responsabilidades. Se alguém descobrir...
- Ninguém vai descobrir - respondeu Gojo, puxando Geto pela lapela. - Somos só nós. Veteranos que merecem isso.
O beijo foi bruto no início, dentes colidindo, línguas lutando pelo controle. Gojo, sempre o mais extrovertido, liderou com urgência, mas Geto respondeu com a mesma intensidade contida que mantinha durante as aulas. As mãos de Geto deslizaram sob a camisa de Gojo, explorando o peito definido, as cicatrizes de batalhas antigas. Gojo gemeu contra a boca dele, empurrando Geto contra a mesa. Papéis voaram pelo chão. Geto desabotoou a calça de Gojo com dedos ágeis, liberando o membro já duro e latejante. - Você está tão pronto quanto eu - sussurrou Geto, voz grave.
Gojo ajoelhou-se primeiro, boca quente envolvendo o pau de Geto, chupando com habilidade que falava de desejo acumulado. Geto agarrou os cabelos brancos de Gojo, guiando o ritmo, quadris empurrando suavemente. Saliva escorria pelo queixo de Gojo enquanto ele engolia mais fundo, língua pressionando a veia pulsante. Geto xingou baixo, corpo tremendo. - Satoru... pare, senão eu gozo agora.
Eles trocaram de posição. Geto deitou Gojo sobre a mesa desarrumada, abrindo as pernas dele. Com lubrificante encontrado na gaveta de emergência da escola, Geto preparou o ânus apertado de Gojo com dois dedos grossos, curvando-os para acertar a próstata. Gojo arqueou as costas, gemendo alto. - Mais fundo, Suguru. Eu aguento.
Geto posicionou-se e empurrou devagar, centímetro por centímetro, até estar completamente enterrado. O ritmo começou lento, profundo, corpos suados colidindo. Gojo masturbava o próprio pau no mesmo compasso. Os sons de pele contra pele ecoavam pela sala vazia. Geto inclinou-se, mordendo o ombro de Gojo enquanto acelerava as estocadas. - Você é meu agora - rosnou ele. Gojo riu entre gemidos. - Sempre fui.
Eles mudaram de posição várias vezes: Gojo de quatro sobre a cadeira, Geto por trás, puxando o cabelo dele; depois Geto deitado na mesa enquanto Gojo montava, rebolando com precisão. O clímax chegou intenso. Gojo gozou primeiro, jatos quentes sobre o abdômen de Geto. Geto o seguiu segundos depois, enchendo o interior de Gojo com calor pulsante. Eles ficaram entrelaçados, respiração pesada, suor misturado.
No afterglow, Gojo traçou linhas preguiçosas no peito de Geto. - Isso muda tudo - disse ele. Geto beijou sua testa. - E nós vamos lidar com isso juntos, como sempre lidamos com as maldições.
A porta do corredor rangeu levemente com uma corrente de ar.