Kento Nanami ajustou o nó da gravata enquanto entrava no elevador do prédio corporativo em Shinjuku. Aos trinta e seis anos, ele carregava o peso de anos como feiticeiro jujutsu e agora como professor na Tokyo Jujutsu High. A guerra contra as maldições deixara marcas que nenhum terno Armani conseguia esconder. Cicatrizes finas cruzavam seu peito sob a camisa branca impecável, lembranças de batalhas ao lado de Gojo, Geto e Shoko, todos adultos que haviam visto o inferno e sobrevivido. Você estava lá, na recepção do décimo andar, revisando relatórios de uma empresa de consultoria que lidava com casos discretos de energia amaldiçoada. Ambos adultos, ambos sobreviventes de um mundo que não perdoava. Aos trinta e quatro anos, sua rotina envolvia papéis, reuniões e o peso silencioso de saber o que se escondia nas sombras de Tóquio.
O reencontro aconteceu por acaso quando o elevador parou e Nanami saiu, seus passos firmes ecoando no corredor vazio após o expediente. Ele reconheceu seu rosto imediatamente - aquela colega de missões antigas, antes de tudo desmoronar. Vocês nunca tiveram o fechamento. Uma noite em Kyoto, promessas não cumpridas, ele partindo para proteger os jovens enquanto você ficava no mundo civil, lidando com consequências administrativas de feitiços que quase a destruíram. Agora, ele parou à sua frente. - Você... - murmurou, voz grave e controlada como sempre. Seus olhos castanhos analisavam cada detalhe, notando as linhas de cansaço ao redor dos seus olhos, sinais de uma vida adulta marcada por decisões difíceis e noites sem dormir.
A conversa fluiu em tons baixos no escritório vazio. Nanami falava pouco, mas cada palavra carregava história. Ele mencionou Gojo e suas piadas irritantes, Shoko cuidando de ferimentos graves após a guerra contra as maldições de alto nível, o vazio deixado por Geto. Você respondeu sobre sua rotina de escritório, como evitava maldições mas nunca esquecia o que vira ao lado dele em missões passadas. - Eu pensei que você tivesse seguido em frente - disse ele, ajustando os óculos. - Mas ver você aqui... é como se o tempo parasse. - A tensão cresceu quando ele se aproximou, o cheiro de seu perfume misturando-se ao seu, o calor do corpo dele preenchendo o espaço entre vocês. - Nunca tivemos a chance de resolver isso - disse ele, mão grande pousando no seu ombro. O toque era firme, veterano, sem pressa de quem já viu a morte de perto. Seus dedos apertaram levemente, enviando um arrepio pela sua espinha.
O beijo veio como uma liberação. Nanami a puxou para o sofá do escritório, terno ainda intacto no início. As mãos dele exploravam com precisão, abrindo botões da sua blusa enquanto os seus dedos deslizavam pela camisa dele, sentindo o calor da pele sob o tecido. - Isso é perigoso - sussurrou você, mas o corpo traía, respondendo ao calor dele. Ele a deitou, boca descendo pelo pescoço, mordiscando suavemente a pele sensível. - Eu sei. Mas eu preciso disso agora. - A voz dele era rouca, canônica de Nanami: direta, sem floreios, mas carregada de desejo acumulado. Ele puxou sua blusa para baixo, beijando o decote exposto, língua traçando linhas quentes que faziam você arquejar. O ar-condicionado zumbia ao fundo, contrastando com o calor crescente entre os corpos.
As roupas caíram devagar. Nanami tirou o casaco, revelando o corpo musculoso marcado por antigas feridas que você traçou com as pontas dos dedos. Ele a despiu com cuidado, beijando cada centímetro de pele exposta - ombros, seios, barriga - sua boca quente e exigente. Dedos dele encontraram o núcleo de você, acariciando com habilidade que só a experiência traz, circulando e pressionando enquanto você gemia seu nome. - Nanami... mais devagar - implorou, mas ele respondeu com um sorriso raro e rarefeito. - Deixe-me sentir você inteira. - Ele se ajoelhou, boca substituindo os dedos, língua explorando com precisão, provocando ondas de prazer que faziam suas pernas tremerem. O cheiro de desejo preenchia o escritório, misturado ao couro do sofá e ao perfume dele.
Você o puxou para cima, tirando sua camisa para beijar o peito largo, lambendo as cicatrizes. Nanami gemeu baixo, voz vibrando contra sua pele. - Eu esperei anos por isso. Por você. - Ele a posicionou, entrando nela com um impulso controlado, gemendo contra seu ouvido enquanto o calor a envolvia. O ritmo foi intenso, corpos entrelaçados no sofá do escritório, pele contra pele, suor escorrendo pelas costas dele enquanto ele se movia mais fundo. Suas mãos agarravam os ombros dele, unhas cravando levemente. - Mais forte - pediu você, e ele atendeu, quadris batendo com força controlada, respiração ofegante misturando-se aos sons úmidos do contato. Ele murmurava seu nome, elogiando como você era forte, adulta, igual a ele, sobrevivente como os outros professores. O clímax se aproximou em ondas, ela apertando ao redor dele, ele segurando firme enquanto ambos tremiam em uníssono, gemidos abafados ecoando nas paredes.
No afterglow, Nanami a abraçou, respiração pesada, beijos suaves no cabelo. - Isso não termina aqui - disse ele, olhos fixos nos seus. A porta do escritório rangeu levemente, como se o mundo lá fora estivesse prestes a invadir.