O acampamento ficava à beira da estrada poeirenta que levava a Baldur's Gate, sob o céu noturno estrelado de Faerûn. Tav, um guerreiro experiente de trinta e cinco anos, veterano de várias batalhas contra goblins e cultistas, ajustava o cinto de sua armadura pesada enquanto observava as chamas da fogueira. Ele carregava cicatrizes de anos de luta, marcas de um homem que já vira o inferno e voltara. Karlach, a tiefling barbária de pele vermelha e chifres imponentes, estava sentada em um tronco caído, polindo sua machadinha infernal com movimentos precisos de quem passou uma década em Avernus. Aos trinta e oito anos, ela era uma veterana de guerra marcada por motores infernais que latejavam em seu peito, mas sua risada rouca e seu jeito direto ainda acendiam qualquer acampamento.
Eles se conheceram naquela mesma tarde, quando Tav chegou ao grupo como um reforço enviado por um contato comum. Não havia história prévia, apenas olhares que se cruzaram por acaso perto do rio. Karlach sentiu algo diferente logo de cara - um calor que não vinha só do motor em seu peito. Tav, por sua vez, notou a força bruta da tiefling e a maneira como ela movia os músculos definidos sob a armadura leve. Eram estranhos, mas o puxão era imediato, quase magnético, como se o destino tivesse jogado dois veteranos exaustos na mesma fogueira.
A noite avançou devagar. Companheiros como Astarion e Shadowheart já dormiam em suas tendas, deixando apenas o crepitar do fogo e os grilos. Karlach se levantou, aproximando-se de Tav com passos pesados mas graciosos. - Ei, soldado, você parece tão cansado quanto eu depois de um dia inteiro cortando demônios - disse ela, a voz grave carregada de sotaque que misturava inferno e Baldur's Gate. Tav sorriu, sentindo o sangue pulsar mais rápido. - E você parece pronta para mais uma luta, ou talvez algo melhor - respondeu ele, sem rodeios. O ar entre eles mudou. Karlach encostou o ombro no dele, testando limites, e Tav não recuou. A atração de estranhos era palpável, proibida talvez pelo tadpole que todos carregavam, mas irresistível.
Eles se afastaram um pouco da fogueira principal, atrás de uma rocha grande que dava privacidade. Karlach tirou a armadura com movimentos ágeis, revelando o torso marcado por cicatrizes antigas e o motor brilhando fracamente. Tav, com suas próprias marcas de batalha em peitoral largo e braços fortes, fez o mesmo. As mãos dela, quentes como fornalha, tocaram o peito dele primeiro, explorando com curiosidade de quem há muito não tocava pele humana sem risco. - Você é real, né? Não um sonho de Avernus - murmurou ela. Tav puxou-a para perto, sentindo o calor infernal que emanava da tiefling. Beijos vieram intensos, línguas se entrelaçando enquanto as mãos desciam. Karlach gemeu quando Tav encontrou seus seios pesados, apertando-os com firmeza de adulto que sabe o que quer. Ela o empurrou contra a rocha, montando em seu colo, sentindo a ereção dura contra sua coxa musculosa.
O contato se tornou mais urgente. Karlach abriu as pernas, guiando Tav para dentro dela com um gemido rouco. Ele era grosso e quente, preenchendo-a enquanto ela se movia devagar no início, saboreando cada centímetro. O motor em seu peito pulsava em sincronia com os quadris dela, criando um ritmo que ecoava as batalhas que ambos sobreviveram. Tav agarrou suas nádegas firmes, puxando-a para baixo a cada estocada, sentindo o suor misturar-se ao calor infernal. Karlach inclinou a cabeça para trás, chifres brilhando à luz da lua, gritando baixinho o nome dele enquanto o clímax se aproximava. - Mais forte, Tav, me fode como uma guerreira merece - ordenou ela, e ele obedeceu, aumentando o ritmo até que o corpo dela tremeu em ondas de prazer. Tav seguiu logo depois, explodindo dentro dela com um rosnado satisfeito, os corpos colados em êxtase compartilhado.
Depois, deitados no manto dele, Karlach traçou as cicatrizes de Tav com o dedo. - Isso foi inesperado, soldado. Mas gostei pra caralho - disse ela, rindo baixo. Tav beijou seu ombro quente. O acampamento permanecia silencioso, mas algo mudara entre os dois estranhos que agora se conheciam intimamente. O motor de Karlach zumbia contente pela primeira vez em anos.
Ainda assim, enquanto o amanhecer se aproximava, uma sombra se movia entre as árvores, sugerindo que a jornada até Baldur's Gate traria mais surpresas para os dois.