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Início · 2026-09-19 · 5 min de leitura · 🌶🌶

Reencontro Sombrio

Baldur's Gate 3 Dark romanceProibido

No acampamento improvisado às margens da estrada para Baldur's Gate, o ar noturno carregava o cheiro de fogueira e terra úmida misturado ao aroma distante de ervas secas que Shadowheart costumava usar em seus rituais. Tav, um veterano de múltiplas batalhas contra cultistas e monstros, ajustava a armadura pesada que marcava anos de conflito e decisões que pesavam como o metal sobre seus ombros. Aos trinta e cinco anos, as cicatrizes no corpo contavam histórias de sobrevivência que nenhum jovem conseguiria entender, desde a primeira emboscada goblin até a traição de aliados que juraram lealdade. Shadowheart, a clériga de Shar agora questionando seu próprio caminho, observava o fogo com olhos cinzentos que guardavam segredos de uma vida inteira dedicada à escuridão, desde os dias de treinamento no templo até o momento em que o artefato prismático mudou tudo. Ambos eram adultos forjados em guerra, não mais os aventureiros ingênuos do início da jornada, mas sobreviventes que carregavam o fardo de escolhas irreversíveis.

A reunião deles não era casual. Meses se passaram desde a última vez que trocaram palavras sinceras, e o silêncio deixara um vazio que nenhum deles preenchera com outros companheiros ou distrações. Tav aproximou-se devagar, respeitando o espaço dela como sempre fizera durante as missões conjuntas, lembrando-se de como ela hesitava em revelar seu passado ligado à deusa da perda. - Ainda carrega aquela cicatriz no ombro? - perguntou ele, voz rouca de quem vira demais e perdia o sono pensando nas noites em que a protegiam mutuamente. Shadowheart virou o rosto, o cabelo escuro caindo sobre o ombro, e respondeu com a frieza habitual temperada por um toque de vulnerabilidade que só ele conhecia. - E você ainda finge que não sente o peso das escolhas que fizemos juntos, como quando decidimos poupar os tieflings ou confrontar os devotos de Shar. O passado deles era marcado por tensões, desconfianças iniciais que evoluíram para algo mais profundo, algo que nunca tiveram chance de resolver antes de seguirem caminhos separados temporariamente por ordens do destino e do grupo.

A noite avançava e os outros companheiros dormiam, Astarion resmungando baixinho em algum canto e Gale murmurando feitiços em sonhos. Tav sentou-se ao lado dela, ombros largos ocupando espaço e aquecendo o ar entre eles. Eles conversaram sobre as batalhas recentes, sobre como a jornada os mudou e como a proximidade com Baldur's Gate trazia novos perigos. Shadowheart admitiu o medo de perder a fé, descrevendo em detalhes as dúvidas que surgiam toda vez que o poder de Shar a chamava de volta, enquanto Tav confessou o cansaço de liderar, as noites em que via rostos dos caídos e se perguntava se o fechamento seria possível. A proximidade física crescia devagar, mãos roçando sem intenção durante gestos de conforto, olhares demorados que falavam de desejo reprimido desde a primeira vez que se tocaram em uma caverna úmida durante uma tempestade. O reencontro trazia de volta memórias de toques roubados em momentos de perigo, beijos interrompidos por ataques de monstros, noites em que o corpo dela se curvava contra o dele buscando calor e segurança sem nunca chegar ao fim. Agora, sem ameaças imediatas, a tensão sexual construía-se como uma tempestade lenta, alimentada por palavras suaves e o crepitar da lenha.

Shadowheart foi a primeira a se inclinar, lábios encontrando os de Tav com urgência acumulada ao longo de meses de separação. - Não deveríamos, não aqui, com todos por perto - murmurou ela, mas não parou, os dedos dela traçando a linha da mandíbula dele como se memorizasse cada detalhe. Tav respondeu com mãos firmes, explorando curvas que memorizara em sonhos e que o corpo dela revelava sob as roupas leves do acampamento. Eles se afastaram apenas para remover armaduras e roupas, revelando corpos adultos marcados por batalhas: músculos definidos pelo combate, pele com cicatrizes que contavam histórias de dor e vitória, seios firmes de Shadowheart que Tav beijou devagar, mamilos endurecendo ao toque da língua. O toque dela era frio no início, como a doutrina de Shar, mas aquecia ao contato com a pele dele, descendo pela barriga até envolver o membro já duro com dedos experientes que apertavam e soltavam em ritmo provocante. Tav beijou o pescoço dela, sentindo o pulso acelerado, enquanto os gemidos baixos dela ecoavam contra o vento, ele respondendo com - Sinto sua falta todos os dias desde que partimos - antes de deslizar a mão entre as coxas dela, encontrando a umidade quente e explorando com círculos lentos que faziam o corpo dela tremer.

A culminação explícita veio quando Shadowheart montou sobre ele, guiando o membro rígido de Tav para dentro dela com um gemido contido que ela abafou contra o ombro dele. O ritmo começou lento, corpos se movendo em sincronia aprendida em noites anteriores, ela apertando ao redor dele enquanto subia e descia, os seios balançando levemente e os quadris girando para sentir cada centímetro. - Mais fundo, Tav, como daquela vez na ruína - sussurrou ela, e ele obedeceu, segurando os quadris dela com força e empurrando para cima, o som úmido dos corpos se encontrando preenchendo o espaço entre as árvores. O prazer construía-se em ondas, ela apertando ao redor dele, gemidos baixos escapando apesar do esforço para não acordar o acampamento, o suor escorrendo pela pele dele enquanto os dedos dela arranhavam as costas dele deixando marcas vermelhas. Tav virou-a de lado, penetrando mais fundo nessa posição, uma mão explorando entre as pernas dela para roçar o ponto sensível que a fazia ofegar e repetir seu nome, o outro apertando um seio com firmeza. Eles trocaram mais palavras durante o ato, ela confessando - Você é o único que me faz sentir viva além da escuridão - e ele respondendo com beijos profundos e estocadas que aceleravam o clímax. O orgasmo veio conjunto, corpos tremendo em uníssono, ela contraindo ao redor dele enquanto ele se soltava dentro dela, o calor se espalhando e deixando ambos ofegantes e colados pela umidade.

No afterglow, deitados lado a lado cobertos por um manto, o silêncio era confortável mas carregado de promessas não ditas. Shadowheart traçava círculos no peito dele, comentando baixinho sobre como o passado deles ainda os perseguia e como Baldur's Gate poderia trazer respostas ou mais feridas. Tav beijou sua testa e apertou a mão dela, murmurando que talvez esse reencontro fosse o primeiro passo para o fechamento que ambos mereciam após anos de guerra e perdas. O fogo crepitava baixo quando passos distantes soaram na escuridão.

Fanfic: obra transformativa. Os personagens pertencem a seus criadores; esta história não é oficial.

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