Hermione Granger, agora com trinta e um anos, ajustou os óculos enquanto caminhava pelos corredores do Ministério da Magia. O cargo de Chefe do Departamento de Regulamentação e Controle de Criaturas Mágicas lhe dava prestígio, mas também longas noites de trabalho. Oito anos após a derrota de Voldemort, ela ainda carregava as cicatrizes da guerra em forma de insônia e relatórios infinitos. Sua mesa estava coberta de pergaminhos sobre direitos de elfos domésticos e novas leis para lobisomens, lembretes constantes de como a vida adulta exigia mais do que bravura no campo de batalha.
Fleur Delacour, trinta e três anos, trabalhava como consultora de relações internacionais no mesmo prédio. Sua beleza veela ainda virava cabeças, mas ela havia amadurecido para além da vaidade de Beauxbatons. Casada brevemente e divorciada, dedicava-se à carreira e a visitas ocasionais a sua mansão em Londres. As memórias do Torneio Tribruxo pareciam distantes, mas a amizade com Hermione havia florescido nos anos seguintes, quando ambas participaram de comitês de reconstrução do mundo bruxo.
Elas se conheciam desde o Torneio Tribruxo, mas a amizade verdadeira nascera nos anos pós-guerra, quando Fleur ajudara Hermione em projetos de integração de criaturas. Encontros casuais em Diagon Alley evoluíram para jantares, cartas e confidências sobre o trauma da batalha. Hermione recordava como Fleur a apoiara depois de incidentes com Ron, e Fleur admirava a determinação da bruxa inglesa em transformar o Ministério.
Naquela noite de sexta-feira, o Ministério estava quase vazio. Fleur apareceu na porta do escritório de Hermione com dois copos de vinho elfico. - Pensei que você pudesse precisar de companhia, ma chérie - disse com o sotaque francês ainda marcante. Hermione sorriu, cansada. - Você sempre aparece na hora certa, Fleur. Sente-se.
Conversaram sobre o trabalho, sobre Harry e Ron já estabelecidos em suas vidas, sobre a solidão de quem sobreviveu. Fleur tocou o braço de Hermione. - Você nunca me contou como se sente realmente depois de tudo. - A voz dela era suave, carregada de compreensão. Hermione hesitou, falando sobre pesadelos com dementadores e a pressão de ser a bruxa que salvou o mundo. Fleur compartilhou seu próprio fardo de ser vista como objeto de desejo, não como pessoa.
A tensão cresceu devagar. Elas se aproximaram no sofá do escritório, o ar carregado de magia residual e perfume floral de Fleur. A confissão saiu: Fleur desejava Hermione desde o quarto ano, mas respeitara a amizade. - Eu te via lutando e queria mais do que amizade, mas tinha medo de estragar tudo.
Hermione ficou em silêncio por longos minutos, o coração acelerado. Depois, aproximou-se. O beijo foi hesitante no início, depois intenso. Mãos exploraram corpos adultos, curvas moldadas por anos de responsabilidade. Os lábios de Fleur eram macios, o gosto do vinho misturado ao calor da pele. Hermione sentiu as mãos veela deslizarem por suas costas, desabotoando a blusa com precisão.
Elas se moveram para o chão, o tapete macio acolhendo seus corpos. Fleur beijou o pescoço de Hermione, mordiscando levemente, enviando arrepios pela espinha. - Você é tão forte, Hermione, mas agora deixe-me cuidar de você - murmurou. Dedos habilidosas apertaram os seios, polegares circulando mamilos endurecidos. Hermione gemeu, puxando Fleur para mais perto, sentindo o calor úmido entre as coxas.
A excitação cresceu devagar. Fleur ajoelhou-se, beijando o interior das coxas de Hermione, língua explorando com precisão, traçando círculos lentos que faziam Hermione arquear as costas. O cheiro de excitação enchia o ar, misturado ao perfume de pergaminhos antigos. Hermione agarrou os cabelos loiros, guiando os movimentos enquanto Fleur a lambia profundamente, gemidos abafados ecoando no escritório silencioso.
Depois trocaram de posição, Hermione usando dedos ágeis para penetrar Fleur, adicionando a boca para sugar o clitóris inchado. Fleur falava em francês entre suspiros, chamando Hermione de chérie e pedindo mais. Os corpos se moviam em sincronia, suor brilhando na pele, os sons molhados de prazer preenchendo o espaço.
Elas se uniram mais intimamente, Fleur por cima, rebolando devagar enquanto Hermione tocava seus seios e beijava seu pescoço. Movimentos ritmados, suspiros abafados para não chamar atenção. O clímax veio em ondas, uma após a outra, deixando-as ofegantes e tremendo.
No afterglow, abraçadas, Fleur sussurrou que aquilo mudava tudo. Hermione concordou, beijando sua testa. - Amanhã conversamos, mas agora só quero você aqui. A mansão de Fleur as esperava para a continuação.