Oito anos após a queda de Voldemort, Harry Potter trabalhava como Auror sênior no Ministério da Magia, lidando diariamente com casos de contrabando e ameaças residuais da guerra que moldara sua juventude. Aos vinte e seis anos, ele carregava as cicatrizes da Batalha de Hogwarts tanto na pele quanto na alma, tendo perdido amigos e carregando o peso de ser o Menino Que Sobreviveu transformado em homem responsável. Draco Malfoy, também com vinte e seis anos, ocupava uma posição alta no Departamento de Comércio Mágico Internacional, tendo reconstruído o nome da família com esforço, diplomacia fria e uma determinação silenciosa para superar o legado de seu pai. Eles se evitavam nos corredores do Ministério, mas olhares cruzados eram inevitáveis, carregados de uma tensão que começara nos corredores de Hogwarts e persistira através de interrogatórios pós-guerra e encontros casuais em Diagon Alley.
Naquela noite chuvosa em Londres, Harry ficou até tarde revisando relatórios sobre contrabando de artefatos antigos, a luz bruxuleante das lamparinas mágicas refletindo nas janelas molhadas. Quando saiu do escritório, encontrou Draco sozinho no elevador de acesso restrito, o loiro vestindo um robe negro impecável que destacava seus cabelos prateados caindo sobre a testa. O ar ficou denso imediatamente, o cheiro de chuva misturando-se ao aroma sutil de poção de eucalipto que Draco usava desde os tempos de escola. - Potter - disse Draco, voz baixa e controlada, com aquele tom sarcástico que sempre irritara Harry. - Trabalhando até tarde de novo? Não tem ninguém para aquecer sua cama vazia em Grimmauld Place?
- Malfoy - respondeu Harry, sentindo o coração acelerar enquanto entrava no elevador e as portas se fechavam. A história entre eles era de rivalidade, insultos e uma tensão que nunca se dissipara completamente. Harry notou como Draco havia amadurecido: ombros mais largos sob o robe, expressão mais séria marcada pela experiência de Azkaban e pela reconstrução da vida, olhos cinzentos carregados de algo além de desprezo. Memórias flashes vieram à mente de Harry: as brigas no Quadribol, o duelo no Banheiro das Moças, o momento em que Draco baixara a varinha durante a guerra. - Você também está aqui tarde. Negociando com bruxos estrangeiros ou só fugindo da mansão Malfoy vazia?
O elevador parou de repente, um feitiço de manutenção atrasado prendendo-os no andar trinta, longe de qualquer som de outros funcionários. Draco soltou um suspiro exasperado e encostou-se na parede metálica, braços cruzados. O silêncio durou minutos, até que Harry quebrou, a voz rouca pela fadiga e por algo mais antigo. - Por que você sempre me olha assim, como se quisesse brigar e... algo mais?
- Porque eu não deveria - respondeu Draco, dando um passo à frente, o perfume dele invadindo o espaço de Harry. - Nós não deveríamos. Depois de tudo, Potter, sua cicatriz e meu nome, isso é suicídio profissional. Mas você nunca soube quando parar, não é? - A atração proibida explodiu quando Draco agarrou a camisa de Harry e o beijou com força, lábios duros e exigentes, língua invadindo com urgência acumulada em anos. Harry correspondeu, mãos subindo pelos braços do loiro, sentindo o calor da pele sob o tecido fino, o gosto de uísque caro nos lábios de Draco. Eles se chocaram contra a parede do elevador, gemidos abafados ecoando no espaço pequeno, mãos explorando com frenesi.
Draco desabotoou a camisa de Harry, boca descendo pelo pescoço, mordiscando a pele marcada pela cicatriz em formato de raio, lambendo o suor que começava a formar-se. Harry puxou o robe de Draco, revelando o torso definido, marcas antigas de Azkaban e da guerra que contrastavam com a pele pálida. Dedos exploraram, acariciando mamilos sensíveis que endureceram ao toque, descendo até a cintura onde Harry sentiu a ereção dura pressionando contra sua coxa. Draco gemeu quando Harry tocou a ereção grossa sob as calças, apertando com firmeza através do tecido, sentindo o pulsar quente e úmido. - Harry... - ofegou Draco, usando o nome de batismo pela primeira vez, voz trêmula de desejo. - Isso é errado. Alguém pode descobrir. - Então pare - desafiou Harry, mas ambos sabiam que não parariam, o passado de inimigos só aumentando o fogo.
Harry ajoelhou-se no chão frio do elevador, abrindo as calças de Draco com dedos ágeis, tomando o membro grosso e veias na boca. A língua quente envolveu a cabeça inchada, sugando com habilidade, lambendo a base até os testículos enquanto Draco segurava os cabelos negros de Harry, quadris empurrando devagar, controlando o ritmo. O som úmido de sucção ecoava, misturado aos gemidos abafados de Draco: - Mais fundo, Potter... sim, assim. - Harry engasgou levemente mas persistiu, sentindo o gosto salgado, o cheiro masculino de Draco misturado a sabonete caro. Eles trocaram de posição minutos depois, Draco pressionando Harry contra a parede, lambendo e chupando o pescoço até deixar marcas vermelhas, mãos descendo para massagear a ereção de Harry, polegar circulando a cabeça sensível.
Dedos ágeis prepararam Harry, um feitiço rápido lubrificando-os enquanto deslizavam dentro, abrindo-o com paciência cruel, curvando para atingir o ponto que fazia Harry tremer e gemer o nome de Draco. - Você é tão apertado... como eu sempre imaginei - murmurou Draco, voz rouca. Quando Draco entrou nele, devagar e profundo, preenchendo centímetro por centímetro, ambos soltaram um suspiro longo, corpos unidos na penumbra. O ritmo aumentou, empurrões firmes e ritmados, pele batendo contra pele com sons molhados, suor escorrendo pelas costas de Harry, as mãos de Draco cravando nos quadris. Harry gozou primeiro, gemendo o nome de Draco contra a parede metálica, jatos quentes manchando o robe caído no chão. Draco seguiu logo depois, mordendo o ombro de Harry, corpo tremendo com o clímax, enchendo-o com calor úmido.
Eles caíram no chão do elevador, entrelaçados, respirando pesado, dedos traçando cicatrizes antigas. No afterglow, Draco passou os dedos pelos cabelos de Harry. - Isso não pode se repetir - murmurou, mas o tom não convencia ninguém, os olhos ainda brilhando de desejo renovado. Harry sorriu cansado, beijando o pulso do loiro, sentindo o pulso acelerado. O elevador recomeçou a descer, devolvendo-os ao mundo real, mas a promessa de mais ficava pairando no ar, como um feitiço não quebrado.