Satoru Gojo caminhava pelos corredores vazios do Tokyo Jujutsu High depois de uma missão exaustiva contra uma maldição de grau especial que havia exigido horas de combate. Aos trinta e poucos anos, ele já carregava cicatrizes de guerras que a maioria dos jovens feiticeiros nem imaginava, tendo sobrevivido ao que muitos chamavam de o auge do caos em Tóquio. Nanami e Shoko haviam voltado para suas próprias residências após o relatório inicial, deixando apenas Geto e ele no prédio silencioso. Suguru Geto, também adulto e marcado por anos de combate, esperava no escritório compartilhado, os olhos escuros fixos em relatórios amassados. A luz fraca da lâmpada iluminava seu perfil cansado, o cabelo preso em um rabo de cavalo solto.
A tensão entre eles sempre existira desde os tempos de estudantes, mas agora, como professores responsáveis por treinar a nova geração, era algo mais perigoso e proibido. Gojo fechou a porta atrás de si com um clique suave. - Suguru, você ainda está aqui. O relatório pode esperar até amanhã. - A voz dele soou leve, mas os olhos vendados escondiam o desejo acumulado por anos de olhares trocados em segredo. Geto levantou o olhar, colocando a caneta de lado. - Alguém precisa terminar o relatório sobre aquela maldição de grau especial. Você nunca preenche direito, Satoru. Lembra da última vez que deixamos para Shoko? Ela quase nos matou. - Eles riram baixinho, mas o ar mudou quando Gojo se aproximou da mesa, o cheiro de suor e energia amaldiçoada ainda pairando em suas roupas.
Geto se levantou, o corpo alto e definido se aproximando do colega. - Satoru, isso é loucura. Somos colegas, veteranos de tantas batalhas. Se alguém descobrir... Nanami suspeitaria na hora, e Shoko nos interrogaria. - Gojo tirou o cachecol, revelando os olhos intensos que brilhavam com uma mistura de desafio e anseio. - Ninguém vai descobrir. Somos adultos, Geto. Sobrevivemos a tanto - missões que quase nos mataram, perdas que ainda doem. Por que não a isso? - As mãos de Gojo tocaram o peito de Geto, sentindo o coração acelerado sob o tecido da camisa. Geto hesitou, mas o toque familiar o desarmou, trazendo memórias de dias mais jovens quando a atração era apenas um segredo não dito.
Eles se beijaram com urgência reprimida por anos. A boca de Gojo era insistente, a língua explorando enquanto as mãos desabotoavam a camisa de Geto devagar, revelando pele marcada por antigas feridas de maldições. Geto retribuía, puxando Gojo pela cintura, pressionando corpos adultos contra a mesa de madeira desgastada. - Isso não pode acontecer de novo - murmurou Geto entre beijos, mas não parou, suas mãos subindo pelas costas de Gojo, sentindo os músculos tensos de tanto lutar. Gojo sorriu contra o pescoço dele, o hálito quente. - Uma vez é o suficiente para começar, Suguru. Deixe eu sentir você de verdade agora. - O beijo aprofundou, línguas entrelaçadas, gemidos baixos escapando enquanto as mãos exploravam cada centímetro de pele exposta.
Geto o empurrou gentilmente contra a parede, tirando a camisa de Gojo para revelar o torso marcado por batalhas antigas. Os dedos traçavam cicatrizes enquanto a boca descia pelo pescoço, sugando a pele sensível e deixando marcas vermelhas que Gojo tocaria mais tarde com orgulho escondido. Gojo gemia baixo, as mãos enfiadas no cabelo escuro de Geto, puxando levemente. - Suguru... mais devagar, eu quero sentir tudo. - Geto obedeceu, a língua quente deslizando pelo peito de Gojo, parando nos mamilos para chupar e morder suavemente, enviando choques de prazer pelo corpo do parceiro. O cheiro de suor e desejo preenchia o ar do escritório pequeno, misturado ao leve aroma de chá que Geto havia deixado na mesa.
Depois de minutos intensos de beijos e toques, Gojo puxou Geto para cima. Eles se viraram, Gojo agora explorando o corpo de Geto com a mesma fome. Tiraram o resto das roupas com urgência crescente, pele contra pele no escritório fechado, as mãos de Geto descendo para segurar a ereção de Gojo, acariciando devagar no início. Gojo inclinou-se, ajoelhando para retribuir o favor, tomando Geto na boca com movimentos ritmados, a língua pressionando ao longo do comprimento enquanto as mãos massageavam os quadris de Geto. - Você tem gosto de algo proibido - murmurou Gojo entre lambidas, os olhos olhando para cima com uma piscadela travessa. Geto gemeu alto, os dedos apertando o cabelo branco de Gojo. - Satoru, assim... não pare. Eu esperei tanto por isso. - O som molhado da boca de Gojo ecoava no silêncio, misturado aos suspiros pesados de Geto, que empurrava os quadris com cuidado para não exagerar.
Eles mudaram de posição, Geto inclinando Gojo sobre a mesa, lubrificando com cuidado usando o que tinham à mão - um creme que Shoko deixara esquecido. Os dedos de Geto entraram devagar, primeiro um, depois dois, esticando Gojo com movimentos curvos que acertavam o ponto sensível, fazendo Gojo gemer e empurrar contra a mão. - Vai, Suguru. Eu aguento. Somos feiticeiros, não? Já aguentamos pior que isso. - Geto riu baixinho, mas a voz saiu rouca de desejo, adicionando um terceiro dedo enquanto beijava as costas de Gojo. - Você é tão apertado... sinto você pulsando. Diga o que quer. - Gojo respondeu entre gemidos. - Quero você dentro de mim agora. Preencha isso, Geto.
Geto entrou devagar, centímetro por centímetro, até estar completamente dentro, pausando para deixar Gojo se ajustar. Começaram um ritmo constante, empurrões profundos que faziam a mesa ranger e os corpos baterem com sons úmidos. Gojo gemia o nome de Geto repetidamente, as mãos agarrando a borda da madeira. Geto inclinou-se para beijar as costas dele, uma mão alcançando para tocar Gojo ao mesmo tempo, bombeando em sincronia com os quadris. - Mais forte, Suguru... me fode como se não houvesse amanhã. - Geto aumentou o ritmo, o suor escorrendo entre eles, o cheiro de sexo preenchendo o espaço. Eles mudaram para Gojo de quatro na mesa, Geto segurando os quadris com força, os estalos de pele contra pele ecoando mais alto. O clímax chegou em ondas intensas, Geto primeiro, derramando-se dentro de Gojo com um gemido rouco, seguido por Gojo, que gozou na mão de Geto, o corpo tremendo inteiro.
Eles se recuperaram no chão, abraçados, suor e respiração pesada misturando-se. Geto passou os dedos pelo cabelo branco de Gojo. - Isso muda tudo, Satoru. Não podemos fingir que foi só uma vez. - Gojo sorriu, exausto mas satisfeito, traçando as cicatrizes no braço de Geto. - Mudou para melhor. Amanhã continuamos a conversa, Geto. Talvez depois de outra missão. - A noite terminou com promessas silenciosas enquanto se vestiam devagar, ajustando as roupas amarrotadas e limpando a mesa, mas a atração permanecia no ar, quente e inescapável. O telefone de Geto vibrou com uma mensagem de Shoko perguntando se tudo estava bem. Eles se olharam, sabendo que o segredo acabara de começar.