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Início · 2026-10-02 · 7 min de leitura · 🌶🌶

Rivais em Chamas

Harry Potter De inimigos a amantesEscritórioProibido

Dez anos depois da Batalha de Hogwarts, Ginny Weasley ainda carregava cicatrizes invisíveis sob a pele. Aos vinte e sete anos, ela era a principal correspondente de Quadribol do Profeta Diário, voz afiada e olhar de guerreira. Luna Lovegood, da mesma idade, trabalhava no Departamento de Criaturas Mágicas do Ministério. Enquanto Ginny corria atrás de scoops e vitórias, Luna catalogava nargles e escrevia relatórios sobre seres que a maioria fingia não existir. Elas se detestavam com a elegância de quem cresceu juntas e escolheu caminhos opostos.

A ordem veio direto do Ministro: um caso de criação ilegal de hipogrifos híbridos ameaçava as arenas de Quadribol e os pântanos do Norte. Ginny precisava da cobertura exclusiva. Luna precisava da perícia. Forçadas a cooperar, as duas receberam um writ oficial e um Solar abandonado nos arredores de Diagon Alley, propriedade confiscada da família que alimentava as criaturas. Uma noite. Um relatório. Sem escape.

Ginny chegou primeiro, capa vermelha sobre os ombros, cabelo solto e varinha pronta. O Solar cheirava a madeira velha e poeira de feitiços. Luna surgiu logo depois, vestido prateado esvoaçante, óculos tortos e uma expressão serena que irritava Ginny desde os tempos de Hogwarts.

- Você ainda insiste em vestir essas coisas ridículas? - Ginny cruzou os braços, voz cortante. - Estamos caçando monstros, não fantasiando com mondigos.

Luna inclinou a cabeça, sorrindo de leve.

- Os mondigos adoram tensão, Ginny. E você está irradiando tanta que até os nargles estão se escondendo. Além disso, o vestido é de seda de aranha lunar. Protege contra maldições menores. Você deveria tentar.

Ginny resmungou e avançou pelo corredor. Juntas vasculharam os andares. Ginny abria portas com feitiços agressivos. Luna sussurrava para as sombras, acalmando o que fosse. No porão descobriram a gaiola vazia e rastros de sangue mágico. O híbrido tinha fugido horas antes. Precisavam mapear o território e preparar a armadilha antes do amanhecer.

- Se você parasse de falar com as paredes, talvez terminássemos mais rápido - Ginny rosnou enquanto desenhavam o perímetro na mesa do salão.

Luna aproximou-se por trás, colocando uma mão leve no ombro de Ginny.

- E se você parasse de lutar contra tudo, talvez notasse que o mapa já está quase completo. Eu vejo os padrões. Você vê a força. Juntas somos eficientes. Admito que isso me surpreende.

O toque queimou. Ginny se virou brusca. Estavam face a face, respirando o mesmo ar carregado de poeira e magia residual. Os olhos de Luna eram grandes e claros, sem julgamento. Ginny odiava como aquilo a desarmava.

- Não me toque - sussurrou, mas não se afastou.

- Por quê? - Luna perguntou, voz suave como sempre. - Porque você tem medo de que eu veja o que ninguém mais vê? Que sob a fúria existe cansaço? Dez anos depois da guerra e você ainda corre como se Voldemort estivesse atrás de nós.

Ginny a empurrou contra a mesa. Pergaminhos voaram.

- Cale a boca, Lovegood.

Mas a boca de Luna se abriu num sorriso pequeno e Ginny beijou-a. Foi brusco, dentes e raiva. Luna retribuiu com a mesma intensidade quieta, mãos subindo para o cabelo ruivo, puxando com delicadeza que contrastava. O beijo virou fome. Ginny mordeu o lábio inferior de Luna, sentindo o gosto de chá de ervas estranhas. Luna gemeu baixo, um som que fez o corpo de Ginny tremer.

Elas se moveram sem falar. Ginny desfez o cinto da capa e a jogou no chão. Luna deslizou os dedos pela blusa de Ginny, abrindo botões com calma provocante. Quando a pele apareceu, Luna traçou as cicatrizes de batalha com a ponta dos dedos.

- Belas - murmurou. - Marcas de sobrevivência.

Ginny puxou o vestido de Luna para cima. A seda escorregou fácil, revelando seios pequenos e firmes, peito sem sutiã, mamilos rosados já endurecidos. Ginny baixou a cabeça e chupou um deles com força, sentindo Luna arquejar e enterrar as unhas nos ombros dela. A outra mão desceu pela cintura fina até a calcinha simples, empurrando o tecido para o lado.

Luna estava molhada. Ginny deslizou dois dedos entre as pregas, sentindo o calor escorregadio. Luna abriu as pernas sem pudor, apoiando-se na mesa.

- Mais fundo - pediu, voz ainda etérea, mas rouca. - Eu quero sentir você dentro.

Ginny obedeceu, curvando os dedos, encontrando o ponto que fez Luna soltar um gemido longo. Com a outra mão Ginny abriu a própria calça, empurrando-a para baixo junto com a calcinha. Sua própria excitação pingava pela coxa. Ela se posicionou entre as pernas de Luna e esfregou o clitóris inchado contra o de Luna, um atrito molhado e urgente.

- Você me odeia - Ginny disse contra a boca de Luna, respiração ofegante. - Sempre me achou brusca demais.

- Eu te observava - Luna confessou, olhos semicerrados. - Sua raiva era linda. Como fogo-fátuo. Agora sinto ela na minha pele.

Ginny a ergueu e as duas caíram no tapete grosso do salão. Luna rolou por cima, cabelo loiro caindo como cortina. Ela desceu pelo corpo de Ginny, beijando o peito, a barriga, até chegar entre as coxas. A língua de Luna era quente e curiosa, lambendo longas faixas desde a entrada até o clitóris, depois sugando com precisão. Ginny agarrou o cabelo de Luna e empurrou o quadril para cima, gemendo alto.

- Merda, Luna... assim... não pare.

Luna não parou. Introduziu dois dedos enquanto chupava, curvando-os no ritmo certo. Ginny veio primeiro, ondas fortes que a fizeram gritar o nome da outra. O orgasmo a deixou trêmula, mas a fome não passou. Ela puxou Luna para cima, invertendo posições, e enterrou o rosto entre as coxas dela. O gosto era doce e salgado. Ginny lambeu, chupou, mordeu de leve os lábios externos enquanto os dedos fodia Luna sem piedade. Luna veio gemendo frases sobre wrackspurts que se dissipavam com o prazer, corpo contorcendo.

Ainda ofegantes, Ginny se ajoelhou entre as pernas de Luna e guiou a própria mão para baixo, usando os dedos molhados de ambas para estimular o clitóris de Luna enquanto esfregava o próprio. Depois, com um feitiço rápido e sem palavras, materializou um dildo mágico firme e quente. Encaixou-o nela mesma primeiro, gemendo com a penetração, depois o retirou brilhante e o empurrou lentamente dentro de Luna.

- Olhe para mim - ordenou Ginny.

Luna obedeceu, olhos brilhantes. Ginny fodeu-a com movimentos profundos e ritmados, polegar no clitóris, corpo inclinado para beijar a boca aberta. O som molhado enchia o salão. Luna apertava as paredes em volta do brinquedo, gemendo cada vez mais alto. Ginny sentia o próprio orgasmo se aproximando de novo só de ver a expressão de êxtase no rosto geralmente sereno.

Quando Luna veio pela segunda vez, apertando forte, Ginny a acompanhou, jogando a cabeça para trás e soltando um grito rouco. O dildo vibrava suavemente por magia residual enquanto ambas estremeciam.

Depois, caíram lado a lado no tapete. Ginny retirou o objeto com cuidado e o fez desaparecer. Luna encostou a cabeça no peito de Ginny, dedos traçando círculos preguiçosos na pele suada.

- Isso não muda o fato de que você ainda é irritante - Ginny murmurou, mas sem veneno.

- E você ainda é linda quando está furiosa - Luna respondeu. - O híbrido ainda está solto. Amanhã teremos que caçá-lo de verdade. Mas agora... agora estou exatamente onde os nargles queriam que eu estivesse.

Ginny riu baixo, um som raro. Beijou a testa de Luna.

- Se você contar isso para alguém no Ministério, eu nego até a morte.

- Não contarei. Guardarei como um segredo brilhante. Mas Ginny... - Luna ergueu o olhar. - Quando a missão acabar, o que fazemos com isso?

Ginny ficou em silêncio por um momento, dedos enrolando uma mecha loira.

- Sobrevivemos a uma guerra. Sobreviveremos a nós mesmas. Por enquanto, durma. Amanhã a tensão volta. E eu pretendo usá-la de novo.

Lá fora, o vento noturno agitava as árvores do Solar. Dentro, duas rivais adultas, veteranas de guerra, respiravam juntas pela primeira vez sem armaduras. O relatório ainda precisava ser escrito. A criatura ainda precisava ser capturada. Mas algo novo e perigoso havia nascido entre elas, e nenhuma das duas queria voltar atrás.

No entanto, o próximo encontro no Ministério traria testemunhas que nenhuma das duas estava preparada para enfrentar.

Fanfic: obra transformativa. Os personagens pertencem a seus criadores; esta história não é oficial.

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