Sasuke Uchiha caminhava pelas ruas iluminadas de Konoha, o manto negro ondulando atrás dele. Aos trinta e dois anos, o último Uchiha era um homem marcado pela guerra, pai de Sarada e marido distante de Sakura. A era Boruto trouxera paz, mas também uma rotina que sufocava o que restava entre eles. Sakura, agora com trinta anos, era a diretora do hospital, uma kunoichi veterana cujas mãos curavam feridas que o Sharingan jamais vira. Eles se amavam, mas o casamento carregava o peso de missões passadas e silêncios longos.
Naquela noite, após uma reunião dos veteranos, Naruto sugerira um jogo de apostas tolas no bar da vila. "Quem não cumpre perde a dignidade", dissera o Hokage com o sorriso largo de sempre. Sasuke, relutante, aceitara por pressão de Sakura. A aposta era simples: ficar sozinho com ela em um quarto de hotel improvisado na floresta, sem ninjutsu, só palavras. "Vamos ver se o grande Sasuke ainda sabe se comunicar", provocara ela, os olhos verdes brilhando com o vinho. O ar da noite estava fresco enquanto caminhavam juntos pela trilha que levava ao local isolado, lembranças da guerra pairando como sombras.
Sasuke sentia o peso dos anos em cada passo, as cicatrizes no corpo doendo levemente sob a roupa. Ele pensava nas vezes em que partira, deixando Sakura para trás, e como ela sempre o esperava com aquela força inabalável de médica e guerreira. "Isso é ridículo", murmurou ele, voz baixa e rouca, mas não parou de andar. Sakura sorriu ao lado, seu cabelo rosa curto balançando, o corpo curvilíneo de adulta madura visível sob a roupa casual. "Você sempre foge, Sasuke-kun. Depois de tudo que passamos na guerra, depois de termos Sarada, ainda foge de uma simples aposta." Eles chegaram ao quarto pequeno, iluminado por velas, o cheiro de madeira e terra molhada entrando pelas janelas abertas.
No interior, Sasuke removeu o manto devagar, revelando o torso marcado por cicatrizes de batalhas antigas. Sakura aproximou-se, tocando o braço dele com dedos firmes de quem já suturara ferimentos graves. O toque acendeu algo que o tempo não apagara. Ela falou baixo: "Sasuke, me olhe. Não é só a aposta. É nós dois." Sasuke hesitou, mas puxou-a para si, os lábios encontrando os dela com fome acumulada em anos de distância. O beijo foi bruto, profundo, línguas entrelaçando enquanto mãos exploravam. Sakura sentiu o calor do corpo dele, o cheiro de terra e suor masculino, e gemeu baixinho.
As roupas caíram uma a uma. Sasuke tirou a blusa dela, revelando seios firmes que ele beijou com lentidão deliberada, sugando os mamilos até Sakura arquejar e puxar seu cabelo negro. "Mais devagar", pediu ela, mas ele continuou, a língua traçando círculos quentes. Sakura desceu a mão pela barriga dele, sentindo a ereção dura sob a calça, apertando com firmeza. Sasuke soltou um suspiro raro, voz rouca: "Sakura... você me deixa louco." Eles se deitaram na cama estreita, corpos adultos pressionados, pele contra pele, o calor aumentando.
Sasuke posicionou-se entre as pernas dela, entrando devagar, sentindo a umidade quente envolvê-lo centímetro por centímetro. Sakura gemeu alto, as unhas cravando nas costas musculosas dele. O ritmo começou lento, controlado, cada estocada acompanhada de gemidos e palavras: "Você é minha", sussurrava Sasuke no ouvido dela. Sakura respondia movendo os quadris, apertando-o internamente: "Não pare, Sasuke-kun... mais fundo." O som de pele batendo ecoava, o cheiro de sexo preenchendo o ar. Ele acelerou, segurando os quadris dela com força, o suor escorrendo entre os corpos enquanto o prazer crescia em ondas.
O clímax se aproximou devagar. Sakura tremeu primeiro, o corpo inteiro contraindo ao redor dele, gemendo seu nome repetidamente. Sasuke seguiu logo depois, liberando dentro dela com um suspiro longo e gutural, os músculos tensos. Eles permaneceram unidos, respirando pesado, os corações batendo acelerados. No afterglow, Sasuke traçou o rosto dela com o dedo, beijando a testa suada. "A aposta foi longe demais", disse ele. Sakura sorriu, beijando o queixo dele. "Ou não foi longe o suficiente."
A lua iluminava o quarto enquanto o silêncio confortável se instalava, mas a tensão não se dissipava completamente.