Shikamaru Nara ajustou o casaco preto sobre os ombros largos enquanto caminhava pelas ruas iluminadas de Konoha. Aos trinta e dois anos, ele carregava o peso de ser o principal conselheiro do Hokage, um veterano da Quarta Guerra Ninja que havia perdido amigos e visto o mundo quase ruir. O sol da tarde tardia pintava de laranja as torres da vila, e ele murmurou para si mesmo sobre o quão problemático era tudo aquilo. Anos de estratégia e perda o deixaram preguiçoso por natureza, mas a presença de Temari sempre o tirava dessa zona de conforto. Ele lembrava das primeiras reuniões na guerra, quando ela era a temível kunoichi de Suna que o desafiava em cada plano.
Temari chegou alguns minutos depois, sua figura imponente em roupas de diplomata de Suna contrastando com o verde de Konoha. Aos trinta e um, ela era uma kunoichi experiente, mãe de um filho e ainda a mulher que Shikamaru não conseguia tirar da cabeça desde os tempos da guerra. "Atrasado de novo, Nara?" ela provocou, os olhos verdes brilhando com aquela mistura de irritação e algo mais quente. O vestido leve que usava marcava as curvas que o tempo só havia aperfeiçoado, cicatrizes finas visíveis nos braços de batalhas passadas.
Eles estavam ali por causa de uma aposta boba feita na noite anterior, durante uma reunião de veteranos. Ino havia sugerido que Shikamaru não teria coragem de passar uma noite inteira sozinho com Temari sem reclamar. O que começou como uma brincadeira de amigos agora os deixava sozinhos no escritório de Shikamaru, após o expediente. A vila estava em paz, mas a tensão entre eles era palpável. Shikamaru pensou em como tudo havia evoluído desde o chunin exams, quando ela o humilhara com o leque, até agora, onde o desejo acumulado pesava mais que qualquer estratégia.
"Problema é que eu sempre cumpro o que prometo", respondeu Shikamaru, afundando na cadeira atrás da mesa de madeira. Temari riu, cruzando os braços sob o peito generoso. "Vamos ver até onde isso vai, preguiçoso." O ar mudou quando ela se aproximou, sentando na beira da mesa. Os joelhos dele roçaram as coxas dela. O cheiro de areia e vento de Suna misturado ao perfume sutil dela invadiu o espaço. Shikamaru sentiu o pulso acelerar apesar da pose relaxada.
O diálogo fluiu natural, relembrando batalhas passadas, o casamento dela com Shikamaru que nunca foi oficial mas parecia inevitável, os filhos crescendo. Temari contou sobre missões recentes, a voz firme e autoritária. Shikamaru respondia com comentários curtos, mas seus olhos seguiam cada movimento dela. Quando ela mencionou a aposta de novo, ele suspirou. "Trouxesse para isso, Temari?" As mãos dele tocaram os joelhos dela primeiro, um gesto hesitante que ela não afastou. Temari inclinou-se, os lábios roçando os dele em um beijo que começou lento e virou fome. O gosto de chá verde na boca dela misturava-se ao dele de cigarro apagado. As línguas se entrelaçaram, explorando com urgência reprimida por anos.
As roupas foram cedendo devagar: o casaco de Shikamaru caindo no chão com um som abafado, o top de Temari sendo puxado para cima revelando seios firmes marcados por cicatrizes de guerra. Ele beijou o vale entre eles, a língua traçando linhas quentes enquanto as mãos apertavam a cintura dela. Temari arquejou, os dedos enterrando nos cabelos escuros dele. "Mais devagar, preguiçoso... ou você vai desistir agora?" provocou ela, mas o tom era rouco de desejo.
Shikamaru levantou-se, pressionando o corpo dela contra a mesa. As mãos dele exploraram a pele quente, descendo pela curva da cintura até os quadris. Ele puxou a saia dela para cima, expondo as coxas musculosas. O som do tecido rasgando levemente ecoou. Temari gemeu baixo quando ele mordiscou seu pescoço, marcando o território que ambos sabiam pertencer um ao outro desde anos. "Isso vai além da aposta", sussurrou ela, mas não parou, as mãos dele agora entre as pernas dela, encontrando a umidade que traía a excitação.
Ele a deitou sobre a madeira fria da mesa, afastando as pernas dela com cuidado. A calcinha foi removida, expondo o centro úmido e inchado. Shikamaru ajoelhou-se, a língua traçando linhas quentes que fizeram Temari arquear as costas e puxar seus cabelos escuros. O som molhado de sua boca contra ela encheu o escritório silencioso, misturado aos gemidos dela. Ele saboreou o gosto salgado, a língua mergulhando fundo antes de circular o clitóris com precisão. Temari chamava o nome dele entre suspiros, o sotaque de Suna mais marcado na excitação. "Shikamaru... não para, idiota."
Quando ele se levantou, o membro duro pressionando contra a coxa dela, a penetração foi lenta, deliberada. Shikamaru enterrou-se fundo, gemendo contra o ombro dela enquanto Temari o envolvia com as pernas. O ritmo aumentou, a mesa rangeu sob o peso deles, os corpos suados colidindo com força controlada. O som de pele contra pele ecoava, misturado a respirações ofegantes. Temari revirou os olhos quando ele tocou aquele ponto sensível repetidamente, os seios balançando a cada estocada. Diálogo entrelaçava-se aos movimentos: "Você é tão apertada... como sempre imaginei", murmurou ele, preguiçoso mas intenso. "Mais rápido, Nara, ou eu tomo o controle", respondeu ela, puxando-o para um beijo profundo.
Eles mudaram de posição: ela por cima agora, cavalgando com autoridade, ditando o ritmo que Shikamaru aceitava com um sorriso preguiçoso. As mãos dele apertavam os quadris dela, guiando os movimentos enquanto observava os seios balançarem. O suor escorria pela pele deles, o calor do escritório intensificando cada sensação. Temari inclinou-se para morder o ombro dele, deixando marcas que ele aceitaria depois. O clímax dela veio primeiro, apertando ao redor dele em ondas, o nome dele escapando em um grito abafado contra o pescoço. Shikamaru seguiu logo depois, derramando-se dentro dela com um grunhido baixo, os corpos tremendo juntos.
No afterglow, eles ficaram entrelaçados na mesa, respiração pesada. Temari traçou círculos no peito dele. "Aposta vencida, mas não terminei com você ainda, Nara." A porta do escritório rangeu ao longe, prometendo interrupções futuras.