Tav, um veterano de várias campanhas contra cultistas e monstros ao longo de mais de duas décadas, observava as chamas da fogueira no acampamento improvisado à beira da estrada para Baldur's Gate. Os anos de lutas haviam marcado seu corpo com cicatrizes profundas que contavam histórias de sobrevivência contra dragões, goblinoides e cultos sombrios. Ao seu lado, Shadowheart, a clériga de Shar com décadas de treinamento secreto nas sombras e uma vida inteira marcada por rituais e segredos, mantinha sua postura reservada, os braços cruzados sobre o peito enquanto o grupo trocava piadas leves após o jantar. Ambos eram adultos forjados em batalhas sangrentas, não novatos impulsivos atraídos por paixões passageiras. O grupo havia brincado com apostas leves após o jantar, e uma delas envolvia Tav e Shadowheart trocando segredos sob a lua crescente. O que começou como um jogo de ousadia logo desviou quando a clériga aceitou o desafio com um sorriso sutil e perigoso.
- Eu aceito o desafio - murmurou Shadowheart, sua voz baixa carregando o peso de anos escondendo sua fé verdadeira e os conflitos internos que a acompanhavam desde que o parasita tadpole os unira. Ela se aproximou devagar, os olhos verdes brilhando com uma mistura de desconfiança e curiosidade acumulada desde os primeiros dias da jornada, quando Tav a resgatara do culto. Tav, acostumado a liderar um grupo de adultos experientes como o mago Gale e o vampiro Astarion, sentiu o ar noturno mudar de temperatura. A aposta era simples no início: um beijo se eles revelassem algo pessoal sobre suas vidas antes da estrada. Mas conforme as palavras fluíam entre eles, o toque se intensificou, as mãos de Shadowheart, calejadas por anos de manipulação de relíquias sombrias e lâminas rituais, deslizaram pelo peito largo de Tav. - Você sempre foi o mais teimoso do grupo - ela disse, puxando Tav para um canto mais isolado perto das tendas, longe dos olhos dos companheiros que já descansavam. O acampamento estava silencioso, o crepitar da fogueira misturando-se aos sons noturnos da floresta, insetos e vento entre as folhas.
As mãos de Shadowheart exploraram com hesitação inicial que logo deu lugar a uma confiança madura. Tav respondeu com firmeza, as mãos grandes e calejadas explorando as curvas do corpo dela, sentindo o tecido das vestes clericais deslizarem. O beijo inicial, hesitante e carregado de tensão acumulada desde os primeiros encontros no acampamento, se transformou em algo mais profundo, línguas entrelaçadas enquanto o desejo reprimido explodia. Shadowheart arquejou quando Tav a pressionou contra uma árvore antiga, o tronco áspero contrastando com a suavidade da pele exposta. - Isso vai além do que eu planejei - admitiu ela entre respirações, mas não parou, seus dedos puxando a túnica de Tav para revelar o peito marcado por batalhas antigas. O gosto dela era salgado do suor da jornada, misturado ao perfume sutil de ervas que ela usava para esconder sua devoção a Shar.
Tav beijou o pescoço dela com lentidão deliberada, sentindo os batimentos cardíacos acelerados sob a língua. Dedos habilidosos desceram pelo corpo de Shadowheart, afastando as camadas de roupa com cuidado experiente de quem já havia desarmado armadilhas e inimigos. Revelando seios firmes e marcados por antigas cicatrizes rituais, Tav capturou um mamilo entre os lábios, sugando com pressão crescente enquanto a mão descia entre as coxas dela. Shadowheart estava molhada, quente e apertada ao toque, gemendo baixo quando dois dedos entraram nela, curvando-se para atingir o ponto sensível que fazia seus quadris se moverem involuntariamente. - Não pare, Tav... sinto que isso é proibido, mas eu quero - ela sussurrou, a voz rouca ecoando sua autoridade clerical misturada ao desejo acumulado em anos de celibato forçado pelo culto.
Eles trocaram posições várias vezes sob a luz da lua, explorando ângulos que só adultos com experiência em relacionamentos intensos saberiam apreciar. Shadowheart ajoelhou-se primeiro, envolvendo o membro rígido de Tav com a boca quente e habilidosa, a língua traçando veias e glande enquanto as mãos massageavam as bolas pesadas. Tav segurava seus cabelos escuros, gemendo com o prazer lento e prolongado. Depois, Tav retribuiu, abrindo as pernas dela e lambendo o clitóris inchado com movimentos circulares, sentindo o sabor dela explodir na língua. Shadowheart segurava a cabeça dele, puxando para mais fundo enquanto arquejava nomes e imprecações baixas. - Você é tão forte... tão experiente... - elogiou ela entre respirações, referindo-se tanto à força física quanto à resiliência emocional construída ao longo de anos de guerra e perdas.
O clímax chegou em ondas prolongadas. Shadowheart primeiro, seu corpo se contraindo ao redor dos dedos e da língua de Tav enquanto soluçava e tremia. Em seguida, ela montou em Tav, guiando-o para dentro dela com um suspiro longo e satisfeito. O encaixe era perfeito, quente, molhado e apertado, movendo-se em uníssono ritmado sob as estrelas. Tav segurava seus quadris, puxando-a para baixo a cada estocada profunda que fazia os seios dela balançarem. Eles mudaram para a posição de quatro, Tav penetrando por trás com estocadas firmes e controladas, os sons molhados ecoando no acampamento vazio. Shadowheart gozou novamente, apertando ao redor dele, e Tav seguiu logo depois, liberando dentro dela com um grunhido satisfeito que misturava alívio e desejo renovado.
Eles colapsaram juntos no chão coberto de folhas secas, corpos suados colados, respirando pesado. Shadowheart traçou uma cicatriz antiga no braço de Tav, seus dedos traçando padrões lentos. - Isso muda as coisas entre nós, veterano. Amanhã teremos que fingir que foi só a aposta - ela sussurrou, já pensando nas implicações para a missão maior rumo a Baldur's Gate e os segredos que ainda carregava. Tav sorriu no escuro, puxando-a para um abraço protetor enquanto a fogueira distante diminuía. A noite ainda guardava mais segredos para os dois.