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Início · 2026-08-03 · 5 min de leitura · 🌶🌶

Reencontro em Baker

Sherlock Dark romanceProibido

A porta de 221B Baker Street rangeu quando John Watson a empurrou com força controlada. Ele tinha quarenta e dois anos agora, ombros mais largos pela vida militar que nunca o abandonara por completo, o cheiro de pólvora ainda grudado na memória mesmo depois de tantos anos longe do Afeganistão. Sherlock estava ali, de pé junto à janela, casaco preto caindo sobre o corpo magro, olhos cinzentos fixos nele como se o tempo não tivesse passado. A sala estava exatamente como John lembrava: pilhas de jornais, frascos de experimentos, o violino apoiado no canto. Nada mudara, exceto o buraco que a ausência de Sherlock havia deixado no peito dele.

- John - disse Sherlock, voz baixa e cortante. - Você voltou.

John largou a mala no chão. Os dois eram adultos, com empregos, cicatrizes e anos de silêncio entre eles. Nenhum tinha conseguido fechar o que havia ficado no ar depois da queda do telhado, depois do adeus no cemitério, depois de todos os casos que resolveram juntos e da dor que Sherlock fingira não sentir. Sherlock deu dois passos. O cheiro dele - chá frio, tabaco de cachimbo, algo químico que John nunca soube nomear - atingiu John como um soco no estômago.

- Eu não devia ter vindo - murmurou John, mas não recuou quando Sherlock se aproximou mais. - Depois de tudo, depois de você fingir que morria e me deixar sozinho com aquela mensagem no telhado, eu jurei que não voltaria.

Sherlock estendeu a mão, dedos longos tocando o colarinho de John, sentindo o pulso acelerado sob a pele. - Você veio. E eu esperei. Meu corpo esperou. Meu cérebro, que deveria ser lógico, repetiu seu nome todas as noites.

O beijo veio brusco, desesperado, sem o fechamento que ambos procuravam. Línguas entrelaçadas, mãos puxando roupas com urgência de quem tem medo de perder o momento outra vez. John sentiu o corpo de Sherlock pressionar o seu, duro e quente através das camadas de tecido. Eles tropeçaram até o sofá, arrancando camisas, revelando pele marcada por balas e navalhas antigas. John, com quarenta e poucos anos e o peso da guerra ainda nos ossos, mordeu o pescoço de Sherlock, deixando marcas vermelhas que subiriam ao longo dos dias seguintes.

- Não suma de novo - rosnou John contra a orelha dele, voz rouca de emoção contida. - Eu não aguento outro adeus.

Sherlock arquejou, mãos descendo até o cinto de John, abrindo-o com precisão cirúrgica. - Nunca mais. Fique. Toque-me como você tocava antes de tudo desabar.

As calças caíram ao chão. John envolveu o membro de Sherlock com a mão, sentindo-o pulsar, duro e liso, a ponta úmida já escorregando. Sherlock retribuiu, dedos firmes ao redor de John, ritmo lento e deliberado que fez o veterano gemer baixo. Eles caíram no sofá, corpos nus entrelaçados, pele contra pele, suor começando a perlar na testa de John. Sherlock montou em John, descendo devagar, apertando ao redor dele enquanto gemia com a invasão. John segurou os quadris ossudos de Sherlock, empurrando fundo, cada movimento carregado de anos de tensão não resolvida, a sensação quente e apertada envolvendo-o por completo.

- Mais forte - pediu Sherlock, voz rouca, mãos apoiadas no peito de John. - Sinta como eu preciso disso. Como eu preciso de você dentro de mim depois de todos esses anos.

John obedeceu, estocadas profundas, pele batendo contra pele, o som molhado ecoando na sala silenciosa. Sherlock se tocava com uma mão, olhos semicerrados, boca aberta em gemidos baixos que misturavam palavras de caso antigo com pura luxúria. John sentia cada contração ao redor de si, o calor intenso, o cheiro de sexo preenchendo o ar misturado ao cheiro de poeira de Baker Street. Eles mudaram de posição, Sherlock de quatro no sofá agora, John atrás dele, mãos agarrando os quadris enquanto entrava novamente, estocadas mais rápidas, mais profundas, o corpo magro de Sherlock tremendo sob o dele.

- Diga meu nome - ordenou John, voz entrecortada. - Diga que você sentiu minha falta.

- John - gemeu Sherlock, repetindo o nome como um mantra. - John, John, mais. Não pare.

Quando gozaram, foi quase simultâneo, corpos tremendo, sêmen quente respingando na pele e no tecido do sofá. John caiu para frente, abraçando Sherlock por trás, respiração pesada contra a nuca dele. Depois, deitados, respiração pesada, Sherlock traçou uma cicatriz no ombro de John com a ponta dos dedos.

- Isso não acaba aqui - disse Sherlock, voz ainda rouca. - Há mais casos, mais noites, mais coisas que nunca dissemos.

John puxou-o mais perto, beijando a têmpora suada. - Eu sei. E eu vou ficar até que a gente consiga fechar ou até que isso nos consuma de vez.

A noite continuou em toques lentos, reconexão física que preenchia o vazio que nenhum dos dois havia conseguido fechar antes. Sherlock analisava cada reação de John como um caso, deduzindo onde pressionar, onde lamber, onde morder. John respondia com a lealdade teimosa de sempre, segurando o rosto de Sherlock entre as mãos enquanto o beijava profundamente, línguas dançando, corpos se movendo novamente em ritmo mais lento e exploratório. Eles se viram, John por cima agora, penetrando Sherlock com movimentos medidos, sentindo cada centímetro, ouvindo cada suspiro. O relógio na lareira marcava as horas, mas o tempo parecia suspenso em Baker Street, apenas os gemidos, o bater de peles, o sussurro de nomes antigos preenchendo o espaço. Sherlock gozou novamente primeiro, apertando ao redor de John, fazendo o veterano seguir logo depois, jorrando quente dentro dele. Depois do segundo clímax, eles ficaram em silêncio, apenas o som da respiração e o tráfego distante de Londres lá fora. John passou os dedos pelo cabelo escuro de Sherlock, sentindo o coração dele bater contra o próprio peito. Nenhum prometeu para sempre. Apenas mais uma noite em Baker Street, corpos adultos entrelaçados, paixão que queimava sem resolver o passado, mas prometendo que o fogo ainda tinha lenha para queimar por muitas horas.

Fanfic: obra transformativa. Os personagens pertencem a seus criadores; esta história não é oficial.

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